Chávez chega à cúpula do Mercosul para cobrar adesão venezuelana

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, chegou ao Uruguai nesta terça-feira para participar da cúpula do Mercosul, em que buscará impulsionar a adesão de seu país ao bloco.

REUTERS

20 de dezembro de 2011 | 11h51

Esta é a primeira viagem oficial de Chávez desde que se submeteu a uma cirurgia em junho para remoção de um tumor cancerígeno.

O líder socialista, de 57 anos, pretende dissipar os tumores sobre sua saúde, os quais se intensificaram depois que médicos removeram um grande tumor de sua região pélvica e ele teve de passar por terapia quimioterápica. Chávez quer disputar mais um mandato de seis anos na próxima eleição presidencial, marcada para outubro de 2012.

"Superei a fase mais difícil deste câncer. Claro, ainda em tratamento, ainda com os efeitos do que foi a fase mais dura da quimioterapia", disse Chávez a jornalistas, ao chegar a Montevidéu. "Foram quatro sessões intensas, duras, mas aqui estou de pé, completo, e aqui estou jogando duro pela integração e pela unidade da América Latina", acrescentou.

Depois da cirurgia, Chávez limitou suas viagens internacionais a Cuba, para submeter-se às sessões de quimioterapia.

Os presidentes dos países do Mercosul vão reunir-se nesta terça-feira em Montevidéu para discutir meios de proteger-se contra a crise econômica mundial.

Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai são os únicos membros plenos do bloco. Há anos a Venezuela pleiteia o mesmo status, mas a adesão depende de aprovação dos Congressos nacionais. Deputados paraguaios continuam bloqueando a adesão venezuelana.

Na noite de segunda-feira Chávez atribuiu a demora a "um grupo de direita do Paraguai".

Chávez fez um apelo aos países menores do bloco, ao dizer que quando a Venezuela for plenamente incorporada ao Mercosul Uruguai e Paraguai terão condições de vender muito mais para o país.

(Reportagem de Felipe Llambias)

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