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Chávez cobra ação do Estado contra a imprensa venezuelana

Presidente pede que autoridades ou renunciem ou atuem contra veículos da mídia que 'envenenam' o país

Efe,

28 de maio de 2009 | 19h36

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, exigiu nesta quinta-feira, 28, que as autoridades de diferentes poderes do Estado, entre elas um dos ministros do governo, ou renunciem ou atuem contra os veículos da imprensa que "envenenam" o país. Após frisar que o objetivo destes meios de comunicação é "incitar" um magnicídio, Chávez ordenou que o ministro de Habitação e Obras Públicas, Diosdado Cabello, e os chefes da Procuradoria, do Supremo Tribunal e do Conatel, órgão que regula a imprensa, "cumpram sua obrigação perante o povo, já que foram nomeados para isso."

 

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Caso contrário, "renunciem, deixem os cargos e (sejam substituídos por) pessoas com coragem", afirmou o presidente no programa de rádio e televisão "Alô, Presidente". "Este problema é de todos, de toda a sociedade. Vou esperar que cumpram o que têm de cumprir", mas, "se não acontecer o que tem de acontecer, eu mesmo terei de atuar", acrescentou.

 

O chefe de Estado disse ainda que, no ano passado, devido a "ineficácias e vazios" ainda existentes, teve de atuar pessoalmente com sanções, em aparente alusão à demissão de 20 mil trabalhadores de uma empresa estatal. Caso o Estado não atue contra a imprensa que "envenena o povo, declarou o venezuelano, "seremos corresponsáveis, cúmplices e culpados de não exercer a autoridade."

 

Durante o programa, o presidente não citou o nome de nenhum veículo de comunicação, nem afirmou que espera o fechamento definitivo de algum deles. No entanto, disse que o empresário Guillermo Zuloaga, presidente da rede de TV Globovisión, "é um mafioso."

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