Chávez cogita assistir à posse de presidente eleito da Colômbia

Presidente venezuelano também autorizou reunião de chanceleres dos dois países

Efe,

14 de julho de 2010 | 17h40

CARACAS- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse nesta quarta-feira, 14, que avalia sua possível presença na cerimônia de posse do presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, a quem reiterou que deve "respeitar" a Venezuela como condição indispensável para a retomada das relações bilaterais.

 

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Chávez afirmou que não quer conflitos com ninguém e que por isso autorizou seu chanceler, Nicolás Maduro, a atender os pedidos de reunião feitos pela nova chanceler colombiana, María Ángela Holguín.

 

"Não sei se irei lá, à posse do novo presidente da Colômbia. Terei que avaliar" assuntos vitais como o da "segurança (presidencial), que é algo muito importante lá", disse Chávez em um ato com dirigentes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

 

O governante fez as declarações ao ser informado por Maduro de que a Colômbia o havia enviado um "convite verbal" para ir à posse de Santos, em 7 de agosto.

 

Chávez disse que recomendou a Maduro que aceite a proposta de reunião apresentada por Holguín, que foi embaixadora colombiana na Venezuela durante dois anos.

 

"Eu disse a Nicolás: a atenda, conversem, nós estamos dispostos e, assim o repito, sempre e quando nos respeitem. Nós respeitamos a Colômbia, a Colômbia tem que nos respeitar, igual os Estados Unidos", disse.

 

O presidente reiterou que uma melhoria nas tensas relações políticas e comerciais dependerá de que ambos os governos coloquem "sobre a mesa" de discussão temas com o das bases militares dos Estados Unidos na Colômbia e os "ataques verbais" colombianos contra a Venezuela.

 

Chávez congelou o comércio com a Colômbia em resposta ao que qualificou como acusações "irresponsáveis" do governo Uribe sobre um suposto desvio de armas venezuelanas às Farc.

 

As relações entre os dois países pioraram ainda mais com o acordo militar pelo qual forças americanas podem usar ao menos sete bases colombianas para combater o narcotráfico e o terrorismo.

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