Chávez condena atentado na Colômbia

Carro-bomba em Bogotá deixa 18 feridos; nenhum grupo assumiu ainda autoria do ataque

Efe

12 de agosto de 2010 | 17h27

 

CARACAS - O governo da Venezuela expressou nesta quinta-feira, 12, um enérgico repúdio ao atentado com carro-bomba  em Bogotá na Colômbia, que deixou ao menos 18 feridos hoje pela manhã. O complexo de edifícios que abriga a "Caracol Radio" e os escritórios da "Agência Efe" foi alvo do ataque. Nenhum grupo armado assumiu a autoria do atentado ainda.

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"O povo e o governo venezuelanos repudiam da maneira mais enérgica este ato terrorista contra o povo irmão da Colômbia e contra seu forte desejo de viver em paz", indicou um comunicado da Chancelaria da Venezuela.

O governo do presidente Hugo Chávez, "em nome do povo venezuelano", expressou também "solidariedade com o povo e o Governo da República da Colômbia", e fez "votos pelo esclarecimento em breve desses lamentáveis fatos".

"Emitimos um comunicado de repúdio a este atentado terrorista. Esperamos que as investigações avancem" para determinar a autoria do ataque, declarou à imprensa estatal o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, que está no Suriname, onde presencia a posse do novo líder desse país, Desi Bouterse.

 

Pelo menos 18 pessoas ficaram feridas e dezenas de edifícios registraram grandes danos materiais pela potente explosão de um carro-bomba no complexo de edifícios onde estão localizadas a "Caracol Radio" e a "Agência Efe" na Colômbia.

A explosão ocorreu por volta das 5h30 local (7h30 de Brasília), rompeu os vidros das janelas de vários edifícios da área, onde há muitos escritórios e casas, e deixou um buraco na Sétima Avenida, uma das principais vias de Bogotá.

Fontes policiais informaram que os terroristas usaram para cometer o atentado um automóvel Chevrolet Swift 1994 de cor cinza, carregado com 50 quilos de explosivo anfo (produzido pela mistura de combustíveis líquidos), que, aparentemente, teria sido ativado por meio de um celular.

Os Governos de Chávez e do novo líder colombiano, Juan Manuel Santos, decidiram na terça-feira passada relançar as relações bilaterais, rompidas em 22 de julho após um ano de atritos com o então presidente colombiano, Álvaro Uribe.

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