Chávez 'congela' relações com Espanha e Colômbia

'Até que o rei da Espanha se desculpe, eu congelo as relações com a Espanha', disse o presidente

25 de novembro de 2007 | 22h23

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse hoje que até o rei Juan Carlos apresentar suas desculpas pelas declarações realizadas na Cúpula Ibero-Americana, congelará as relações com a Espanha.    Chávez desmente Uribe e põe em xeque relações com Colômbia   Chávez fez esta afirmação ao discursar na inauguração de um projeto de desenvolvimento agrário, próximo da cidade de Maracaibo, no oeste da Venezuela, na qual anunciou também o congelamento das relações com a Colômbia, após a suspensão de seu trabalho de mediação com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).   "É como o caso da Espanha. Até que o rei da Espanha se desculpe, eu congelo as relações com a Espanha, pois aqui há dignidade", afirmou Chávez, que desde a Cúpula Ibero-Americana de Santiago do Chile vem pedindo ao monarca espanhol para que se desculpe por ter lhe mandado se calar na reunião de encerramento.   "Ele tem a obrigação moral, humana e política de pedir desculpas", afirmou o presidente venezuelano, que por causa do incidente na Cúpula disse que está "revisando" as relações com a Espanha, embora tenha afirmado que "não quer conflitos com Madri". Já o "congelamento" das relações com a Colômbia, se deu após a suspensão de seu trabalho de mediador nas negociações com as Farc, e pelas "mentiras" que, segundo Chávez, teriam sido ditas pelo presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, a respeito.   "Declaro ao mundo que as relações com a Colômbia estão congeladas, porque não acredito em ninguém no governo da Colômbia. O que o presidente da Colômbia (Álvaro Uribe) fez é lançar um cuspe brutal em nosso rosto. Ele emitiu um comunicado carregado de mentiras, e isso é grave", disse Chávez.   "Sou um homem transparente e vertical, que tem dignidade e vergonha e não posso permitir essa falta de respeito do presidente Uribe. Além disso, ele teve o cinismo de mandar que outros mentissem por ele, que dessem a cara por ele, para divulgar comunicados cheios de mentiras", expressou o governante venezuelano.

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