Chávez, Correa e Ortega mantêm silêncio sobre saída de Fidel

Na Venezuela, chanceler foi o único a comentar; para Nicolás Maduro Fidel 'cumpriu missão com a humanidade'

Efe,

19 de fevereiro de 2008 | 19h40

Os presidentes do Equador, Nicarágua e Venezuela, considerados os mais próximos de Fidel Castro na América Latina, ainda não se pronunciaram sobre a renúncia do líder cubano anunciada nesta terça-feira, 19.   Cuba não precisa de 'ingerência' de Brasil ou EUA, diz Lula Embargo dos EUA a Cuba continua sem Fidel Itamaraty vê transição como oportunidade Raúl Castro torna-se guardião da revolução A trajetória de Fidel Castro  Principais capas do Estadão sobre Fidel  Guterman: como a história julgará Fidel?   Fidel Castro: herói ou vilão?  Você acha que o regime em Cuba mudará? Leia cobertura completa da renúncia de Fidel    O silêncio dos dirigentes Rafael Correa, do Equador; Daniel Ortega, da Nicarágua e Hugo Chávez, da Venezuela, é significativo, se comparado ao grande número de comentários produzidos imediatamente após a decisão, que colocou fim aos quase 50 anos da era Fidel.   Na Venezuela - país atualmente mais próximo de Cuba -, os únicos comentários vieram nas palavras do ministro das Relações Exteriores.   Segundo o chanceler Nicolás Maduro, Fidel "cumpriu sua missão para com a humanidade".   "Fidel Castro cumpriu um papel histórico de primeira ordem nos últimos 50 anos", disse o ministro em declarações transmitidas pelo canal venenezuelano Telesur. Maduro está em visita a Argentina. "Quem estuda a história da América Latina e da humanidade nos últimos 50 anos terá que analisar o antes e depois da revolução cubana, o antes e depois de Fidel Castro", acrescento.   No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lembrou a visita que fez a Fidel em janeiro passado e disse que "apesar de vê-lo muito tranqüilo e com possibilidades de reassumir o poder em qualquer momento", percebeu que "estava preparando o cenário político para sua renúncia".   Bolívia   O vice-presidente da Bolívia Álvaro García Linera teceu alguns comentários sobre a renúncia de Fidel. Para ele, a "relação forte" que a Bolívia mantém com Cuba "não depende de uma pessoa", e "a intensidade dos vínculos, a fraternidade e o respeito mútuo entre os Estados serão mantidos da mesma forma que vêm se realizando até hoje".   Os representantes de Nicarágua e Equador ainda não se pronunciaram, assim como Argentina e Uruguai, países que embora não sejam tão próximos a Cuba como os mencionados anteriormente, têm governos com uma certa inclinação à esquerda.   Texto alterado às 20h54 para acréscimo de informações.

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