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Chávez culpa 'frouxos' por derrota e diz que sai em 2013'

Presidente diz que seguidores que não votaram são responsáveis por rechaço de proposta de reforma

Efe,

06 de dezembro de 2007 | 18h38

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, culpou a abstenção eleitoral pelo rechaço de sua proposta de reforma constitucional no referendo do último domingo e disse que deixará o cargo em 2013, ao término do seu atual mandato.  Em discurso durante um ato oficial em Caracas, Chávez repreendeu publicamente seus seguidores por terem sido "frouxos e irresponsáveis" e não terem ido votar à favor de seu projeto para aprofundar a "revolução socialista" no país. A proposta tinha entre os pontos mais polêmicos a ampliação do mandato presidencial de 6 para 7 anos e o fim da limitação à reeleição do presidente. "Para mim, não valem desculpas (...) Uma boa parte (dos simpatizantes oficialistas) não foram votar, milhões que não foram votar. Falta de consciência, falta de compromisso com pátria, falta de coragem, falta de dignidade!", disse Chávez. "Em Miranda, perdemos. No Distrito Federal, perdemos. Anotem (…) Miranda tem uma dívida comigo, anotem. Os caraquenhos têm uma dívida comigo, tenho aqui anotado. Vamos ver se me pagam ou não me pagam!". Ao afirmar que a abstenção foi o principal motivo para sua primeira derrota eleitoral em nove anos de governo, o presidente argumentou que nas eleições eleitorais de 2006 foi reeleito presidente com "mais de sete milhões de votos". No referendo de domingo, continuou ele, apenas pouco mais de quatro milhões eleitores apoiaram suas propostas. Assim, destacou, seu mandato terá de acabar em 2013. "A reforma não foi aprovada, assim eu terei que deixar o governo em 2013. Bom, eu trabalharei sem descanso até o último dia em que estiver aqui", disse Chávez, que teve como resposta de seus seguidores gritos de "não! não!" Novo referendo Embora aparente tenha desistido da idéia de reeleição indefinida, Chávez voltou a dizer que é possível que partes da reforma sejam submetidas a um novo referendo caso ao menos 15% dos eleitores reivindiquem.  Segundo a oposição, no entanto, o artigo 345 da Constituição estabelece que a "iniciativa de reforma constitucional que não for aprovada não poderá ser apresentada de novo durante o mesmo período constitucional". "É uma bravata (Chávez) porque ainda está um pouco aturdido com esse resultado", disse o líder oposicionista e governador do Estado de Zulia, Manuel Rosales.  Segundo o ex-candidato presidencial derrotado por Chávez nas eleições de 2006, o "povo venezuelano" deixou claro no último domingo que "não quer ter um presidente para toda a vida, não quer uma réplica de Fidel Castro na Venezuela".

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