Chávez defende a China e acusa EUA pelos protestos no Tibete

Presidente venezuelano afirma que 'imperialismo tenta debilitar governo chinês' e 'sabotar as Olimpíadas'

Associated Press,

25 de março de 2008 | 01h28

O presidente Hugo Chávez afirmou nesta segunda-feira, 24, que os Estados Unidos são responsáveis pelas recentes manifestações contra o controle chinês no Tibete. Segundo Chávez, o governo americano "quer debilitar a China, porque ela está crescendo".   Veja também:  Sob protestos, tocha olímpica é acesa e segue para China As imagens da cerimônia do início do revezamento, em Olímpia Conflito no Tibete rouba a cena na cerimônia da tocha Repórteres Sem Fronteiras assumem protesto na cerimônia  Olimpíada sofre, historicamente, com manifestações políticas Especial: Olimpíada e política  Conheça os locais das provas da Olimpíada de Pequim Teste seus conhecimentos sobre a história da Olimpíada   "Vejam as imagens da violência no Tibete. Contra quem é? Contra a China. É o império americano que quer enfraquecer a China, porque o país está crescendo", disse Chávez durante uma cerimônia de entrega de equipamentos médicos no hospital universitário da cidade de Maracaibo na noite desta segunda-feira.   "Há uma só China. O imperialismo quer dividir o país. E está causando problemas no Tibete. Estão tentando sabotar as Olimpíadas em Pequim. Pedimos ao mundo apoio para que a China consiga neutralizar este plano", acrescentou o presidente venezuelano.   O comentário do líder venezuelano vai contra as reações internacionais, que têm criticado a repressão chinesa aos manifestantes no Tibete. A China afirma que os protestos foram instigados por partidários do líder tibetano exilado Dalai Lama. Dezenas de pessoas foram mortas desde o início das manifestações em 10 de março.   Os governos da Venezuela e China mantêm relações estreitas que resultaram na criação de um fundo binacional de 6 bilhões de dólares que serão investidos em infra-estrutura venezuelana. Em contrapartida, a Venezuela tem aumentado o comércio com os chineses e prevê aumentar suas vendas de petróleo para um milhão de barris diários até 2012.

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