Chávez defende lei e diz que EUA não poderão desprestigiar Venezuela

Governante também retomou o tema da interação latino-americana ao ser convidado por Dilma para reunião bilateral

Efe,

10 de janeiro de 2011 | 04h28

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, defendeu neste domingo, 9, as expropriações que seu Governo leva adiante, a Lei Habilitante que lhe confere poderes especiais até meados de 2012 e assegurou que os Estados Unidos não poderão desprestigiar seu país.

Durante seu programa dominical Alô Presidente, transmitido pelo canal estatal "Venezolana de Televisión", Chávez voltou a atacar o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, a quem chamou de "triste porta-voz do império".

Insulza declarou esta semana que não está "nem dentro do espírito nem na letra" da Carta Democrática Interamericana que "um Congresso que está saindo possa atar as mãos do Congresso que está chegando", em alusão à Lei Habilitante que foi aprovada pelo anterior Parlamento a menos de três semanas para o final de seu mandato.

O presidente retomou o tema da integração latino-americana ao informar que a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, lhe telefonou para convidá-lo a realizar a primeira reunião bilateral.

Por outro lado, o governante defendeu as expropriações de prédios e terrenos que realizou ao longo desta semana no oeste de Caracas e que foram tomados por pessoas que se identificaram como afetados pelas chuvas que castigaram o país em dezembro passado.

"São prédios velhos e em sua maioria abandonados, e os donos, quando se pergunta por eles, estão na Espanha, na França, em Miami", disse.

Chávez indicou que está terminando de redigir uma lei orgânica de emergência para terrenos urbanos e moradia, via Lei Habilitante, para assim poder dar resposta a todos os problemas que o país sofre nesta matéria, embora não tenha dado mais detalhes sobre seu conteúdo.

O presidente venezuelano também se referiu à queima da sede do Instituto Nacional de Terras no estado de Zulia, no oeste do país, na madrugada de sábado em um ato que disse ser "parte do terrorismo".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.