Chávez demite cônsul da Venezuela nos EUA 'por violar regras'

Diplomata mudou escritório sem autorização de Washington, gerando rumores de que consulado foi fechado

Reuters

11 de novembro de 2008 | 13h15

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse na terça-feira que demitiu o cônsul venezuelano em Houston por violar regras ao abrir novos escritórios - a manobra deve colocar ponto final em uma polêmica surgida depois de os EUA terem reclamado da atitude do diplomata. O consulado de Houston é importante para a Venezuela porque a cidade é um centro aglutinador de grande parte dos negócios do país latino-americano no setor petrolífero. Apesar do abalo nas relações mantidas entre os dois países, a Venezuela continua a ser um dos maiores fornecedores do combustível para os Estados Unidos, seu maior comprador.   Veja também: Venezuela desmente fechamento de consulado nos EUAO governo norte-americano afirmou ter convidado os funcionários venezuelanos a deixarem o país depois de uma nova base para o consulado em Houston ter sido montada sem a autorização prévia dos EUA. "Nós afastamos o cônsul e esclarecemos a situação", afirmou Chávez em uma entrevista concedida ao canal estatal de TV da Venezuela, segundo um comunicado divulgado pelo Ministério da Informação. O presidente, que considera o capitalismo um mal e que expulsou o embaixador norte-americano da Venezuela em setembro, costuma aproveitar todas as oportunidades que encontra para entrar em choque com o governo dos EUA. Desta vez, no entanto, Chávez evitou alimentar a tensão, culpando o cônsul por agir sem ter recebido autorização formal nem mesmo da Embaixada da Venezuela em Washington.   As informações que circularam sobre o assunto são "equivocadas" e interpretam de forma equivocada dificuldades de "ordem estritamente administrativa" que já foram "superadas pela via diplomática em conversas entre os dois governos", disse a Chancelaria em comunicado. "O Governo venezuelano fez uma convocação à prudência no manejo e na circulação de informações desta natureza", acrescentou.Desde a vitória nas eleições presidenciais norte-americanas do democrata Barack Obama, na semana passada, Chávez tem feito ofertas aos EUA para aliviar as tensões. Apesar de analistas de política afirmarem haver poucas chances de a postura mais favorável durar muito, existem previsões de uma melhoria nas relações durante um período curto de tempo, enquanto os dois lados tentam mostrar não ser o responsável pela deterioração delas.  

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