Chávez descarta protestos como o do Egito em Cuba, Equador e Venezuela

Presidente venezuelano comparou a situação dos egípcios ao episódio que aconteceu em 1989, com o levante popular 'Caracazo'

Efe

19 de fevereiro de 2011 | 03h33

CARACAS - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, indicou na sexta-feira, 18, que protestos como os registrados em vários países árabes estão descartados em nações como Cuba, Equador e Venezuela porque seus povos se rebelaram há anos.

Chávez classificou de "desorientados" os que sugerem que estes fenômenos se repetirão na América Latina.

"Que coisa, que na Venezuela, no Equador e em Cuba vá ocorrer algo! É que aqui já começou a acontecer. Há tempos estamos em rebelião e, como diz Fidel (Castro), estamos em rebelião revolucionária", disse Chávez.

O presidente venezuelano explicou que o que atualmente ocorre no Egito "se iniciou aqui há tempos" com o levante popular de fevereiro de 1989, conhecido como "Caracazo".

"No Egito está acontecendo o Caracazo, o despertar repentino de um povo. Vimos apenas o primeiro alvoroço. São eventos que marcam uma nova história no mundo inteiro", avaliou Chávez.

O líder venezuelano lembrou que falou sobre esta questão há alguns meses em Damasco com o presidente sírio, Bashar al-Assad, lhe dizendo que há 20 anos a América Latina estava adormecida e começou a despertar, e perguntou "por que não pode ocorrer o mesmo no mundo árabe?".

Chávez se referiu ao assunto durante uma conexão do canal estatal Venezolana de Televisión com o conselho de ministros realizado no palácio de Miraflores, sede do governo.

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