Chávez descarta reajuste no preço da gasolina na Venezuela

Combustível no país é atualmente comercializado a US$ 0,17 o galão de 3,78 litros

EFE

28 de junho de 2008 | 02h16

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, voltou a descartar nesta sexta-feira um eventual reajuste no preço da gasolina no país, considerada a mais barata do mundo, com o argumento de que seu Governo tem o direito de "subsidiar" a produção nacional. "Em nove anos não modificamos os preços do combustível, e não está previsto que façamos isso num futuro imediato", disse Chávez durante uma coletiva com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visita Caracas. Chávez argumentou que a "gasolina é um tema de soberania nacional", e usou como exemplo os "Estados Unidos, que dedicam bilhões de dólares ao subsídio de sua produção". "Nós, como país petroleiro, subsidiamos nossa gasolina", acrescentou o presidente da Venezuela, o quinto maior exportador mundial de petróleo e um dos principais fornecedores aos Estados Unidos. Em 2007, Chávez chegou a anunciar um reajuste no preço da gasolina na Venezuela, que é comercializada a US$ 0,17 o galão de 3,78 litros. No entanto, esse reajuste não chegou a acontecer e desde então o Governo não voltou a comentar o assunto. O Ministério de Energia e Petróleo venezuelano realizou vários reajustes na margem de comercialização da gasolina, sem que isso tenha modificado o preço final de venda ao público. O último reajuste no preço da gasolina na Venezuela aconteceu em 1997, com uma alta de 27%.

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