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Chávez destaca seu Governo ao comemorar 9 anos no poder

Para o presidente venezuelano, no poder desde 1998, o caminho para o país é o socialismo

EFE

03 de fevereiro de 2008 | 03h49

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, destacou neste domingo os "grandes feitos" de seus nove anos de Governo, ao ressaltar seus "sucessos" no combate à pobreza e o crescimento econômico do país. Ele afirmou ainda que o "socialismo é o caminho" que a Venezuela tem que trilhar para alcançar a Justiça e a igualdade. Em cadeia nacional obrigatória de rádio e televisão, coincidindo com o nono aniversário de sua chegada ao poder, Chávez pediu a seus seguidores que não se deixem enganar pela incessante "campanha de mentiras" que tacha sua administração de a mais "ineficaz e corrupta da história". Chávez, de 53 anos, assumiu pela primeira vez o Governo em dezembro de 1998, quando venceu as eleições com 56,5% dos votos, e em dezembro de 2006 foi reeleito para o período 2007-2013 com 62,84% do apoio dos eleitores, segundo dados oficiais. Em matéria política, o governante reiterou que sua "revolução" conseguiu libertar a Venezuela, que "há nove anos era uma colônia do império americano". Ele falou sobre os "sucessos" sociais de sua administração, como a redução da pobreza extrema "em 54%", o aumento do "investimento em educação, que passou de 3,38% do Produto Interno Bruto (PIB) em 1998 a mais de 7% atualmente". Chávez destacou que o chamado Índice de Desenvolvimento Humanos (IDH) determinado pelas Nações Unidas "passou de 0,691 ponto em 1998 a 0,878 em 2006, um aumento de 33,3%, fruto de um grande esforço em matéria de saúde, educação, alimentação". O presidente também falou do crescimento econômico do país, quinto maior exportador mundial de petróleo, cujo PIB cresceu a uma média anual de 11,8%, segundo o Banco Central da Venezuela.  "Uma economia que saiu do fosso e que não vai cair mais nunca", disse o chefe de Estado, que fez uma ardorosa defesa de suas políticas de corte socialista, pois, reiterou, são as únicas que garantem alimentação e desenvolvimento cultural e social à população. O governante referiu-se ainda a iniciativas como a recém-criada PDVAL, um organismo público que produz e distribui alimentos, para garantir que a maioria da população possa comprar produtos básicos a preços acessíveis. Chávez criou a PDVAL após a escassez, nos últimos dois meses, de produtos básicos com preços controlados como frango, leite e grãos, medicamentos e peças de automóveis. Os setores comerciais e empresariais vinculam os fenômenos do desabastecimento e de escalada inflacionária à regulação em vigor dos preços de mais 110 produtos, assim como ao controle de câmbios, que fixa uma taxa de 2,15 bolívares fortes por dólar. O Governo indica que a "especulação e o açambarcamento" são os causadores do desaparecimento das prateleiras de muitos alimentos e, por isso, iniciou um plano de fiscalização de comércios e uma forte restrição das vendas de alimentos na fronteira com a Colômbia.

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