Chávez diz acreditar na libertação de reféns e critica Uribe

No Uruguai, presidente carrega nas críticas ao dizer que colombiano é um 'fantoche do império' americano

Efe,

18 de dezembro de 2007 | 23h45

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta terça-feira, 18, ao líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Manuel Marulanda, que não perde as esperanças na libertação de todos os reféns e membros do grupo guerrilheiro. O venezuelano carregou nas críticas ao governo colombiano e disse que Alvaro Uribe é um "fantoche do império" americano.   Veja também: Colômbia pede que Chávez não ofenda Uribe Chávez diz acreditar na libertação de reféns e critica Uribe Farc estão próximas de soltar até três reféns, diz Cuba Mãe volta a pedir libertação de Ingrid  Uribe acusa político dos EUA por falta de acordo   "A Marulanda, digo que não perdemos a esperança de trabalhar pela libertação de todos os seqüestrados e dos guerrilheiros que estão na prisão", declarou Chávez durante um discurso em uma universidade uruguaia.   O governante carregou no tom contra o presidente colombiano, Álvaro Uribe, a quem se referiu como um "fantoche do império" americano e que, segundo disse, "não quer a paz na Colômbia".   "O governo da Colômbia não quer o acordo humanitário, não quer a paz. Há um peso muito grande que o impede de buscar a paz: é o governo dos Estados Unidos, que não quer a paz porque esta é a melhor desculpa para instalar lá bases militares e milhares de soldados e unidades de operações especiais", disse Chávez.   "O império instalou na Colômbia uma força que ameaça a revolução bolivariana, irmanada até a medula com a revolução cubana", acrescentou.   Chávez disse que as "oligarquias do continente" têm "pânico" dele e por isso é alvo de "tantos ataques" que tentam "satanizar a Venezuela". Por isso, argumentou, o seu país deve "estar pronto para se defender de qualquer agressão externa".   Uribe   O presidente venezuelano, que negociava a troca de 45 seqüestrados em poder das Farc por 500 guerrilheiros presos, disse que "caiu a máscara" de Uribe. "Ele se revelou como o que é: uma marionete do império", acusou.   A sua interpretação dos eventos é de que "de Washington" ordenaram a Uribe "que virasse a mesa de maneira desumana", encerrando a mediação da Venezuela.   Chávez afirmou que Uribe se comporta como "um filhote e um papagaio do império". Como prova disso, citou as declarações do presidente colombiano, afirmando que se ele fosse das Farc consideraria o presidente venezuelano como "o sucessor" do governante cubano, Fidel Castro.   "Dizem que eu ando com um talão de cheques, comprando governos, partidos políticos, elegendo e depondo presidentes", queixou-se.   Libertação de reféns   As Farc anunciaram nesta terça-feira que em breve entregarão a Chávez "ou a quem ele apontar" a refém Clara Rojas, companheira de chapa da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt nas eleições de 2002, e o filho que ela teve no cativeiro, assim como a ex-legisladora Consuelo González de Perdomo.   Chávez opinou que a notícia "é dolorosa para Uribe", por mostrar o respeito que o governo da Venezuela "conquistou com os diferentes atores" por ser "independente" e nunca ter caído "na chantagem de declarar as Farc como terroristas".

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