Chávez diz não temer lista de países terroristas dos EUA

'Que façam essa lista (de países) que apóiam o terrorismo e a coloquem no bolso', diz presidente venezuelano

Efe,

14 de março de 2008 | 19h39

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse nesta sexta-feira, 14, não se preocupar com a "ameaça" dos Estados Unidos de incluir seu Governo na lista de Estados terroristas. "Os EUA estão desesperados porque fracassaram em sua tentativa de derrubar a revolução bolivariana", afirmou Chávez. "Que façam essa lista (de países) que apóiam o terrorismo e a coloquem no bolso", declarou o chefe de Estado durante o ato em que jurou à direção do Partido Socialista Unidos da Venezuela (PSUV). Veja também:Colômbia dará recompensa a guerrilheiro Chávez afirmou ainda que as visitas ao Brasil e ao Chile da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, estão submetidas à política de "constante agressão" contra Caracas que Washington desenvolve porque tem "medo da influência da revolução" na região. Os congressistas americanos pediram ao presidente George W. Bush que inclua a Venezuela na lista de países que apóiam o terrorismo, ao mesmo tempo que Rice disse na quinta-feira, 13, no Brasil, que Washington analisa os supostos laços entre Venezuela e a guerrilha colombiana e que tomará medidas nesse sentido. As renovadas agressões contra a Venezuela são, segundo Chávez, a reação da Casa Branca aos resultados da recente Cúpula do Grupo do Rio, realizada em Santo Domingo, onde os governos da região conseguiram pôr fim a um conflito diplomático entre Equador, Colômbia e Venezuela. A crise explodiu depois que forças militares colombianas violaram a soberania do Equador em uma operação que matou o segundo homem ao comando da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes. "O chefe do império anda desesperado e por isso lança essas agressões e ameaças de nos incluir na lista de Estados terroristas", disse Chávez em referência a Bush. "Os EUA nos têm catalogados como inimigos número um, pelo menos neste continente", destacou. O presidente venezuelano afirmou ainda a seus correligionários que a batalha a ser enfrentada agora é resistir aos supostos planos do império para apoderar-se de "espaços estratégicos" mediante o voto nas eleições regionais de novembro. "Se perdermos espaços estratégicos de poder (governos municipais e estatuais), no ano de 2009, virá a agressão aberta contra a Venezuela. O alvo é derrubar o governo revolucionário", acrescentou Chávez.

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