Chávez diz não ver chance de reconciliação com Uribe

'Quando chefes de Estado chegam a esse ponto, a reconciliação é impossível', disse o venezuelano

Reuters

26 de novembro de 2007 | 15h20

Depois de uma troca de farpas sobre as negociações para libertar os reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta segunda-feira, 26, que não vê possibilidade de reconciliação com seu colega colombiano, Alvaro Uribe.  Veja também:Senador pede mediação de Lula entre Colômbia e VenezuelaChávez chama Uribe de mentiroso e confirma crise Uribe pede para Chávez 'não incendiar o continente'Chávez 'congela' relações com Espanha e Colômbia Uribe cancelou a intermediação de Chávez na tentativa de negociar com a guerrilha a libertação de reféns como a ex-candidata à Presidência colombiana Ingrid Bettancourt. No fim de semana, Chávez disse que tinha "congelado" as relações com a Colômbia e acusou Uribe de mentir.  Segundo Chávez, as rusgas entre os dois países podem afetar o comércio bilateral entre eles, que soma US$ 6 bilhões ao ano.  "Quando chefes de Estado chegam a esse ponto, a reconciliação é impossível (...) Para mim, teremos que esperar um novo governo", disse Chávez a um programa local na manhã desta segunda-feira. Apesar do tom ríspido, Chávez acrescentou preferir o "fluxo normal" de relações diplomáticas e comerciais entre os dois países.  Embora possuíssem divergências ideológicas de longa data, Uribe e Chávez mantinham relações pragmáticas. Mas a questão dos reféns levou a tensão entre os dois ao ponto mais alto desde 2005, quando Caracas chamou de volta seu representante diplomático em Bogotá por causa de um incidente com um líder da guerrilha que estava foragido na Venezuela.  Na ocasião, os serviços de inteligência colombianos pagaram policiais venezuelanos para seqüestrar e prender Rodrigo Granda, o chamado "chanceler" das Farc, foragido na Venezuela. O evento levou a um congelamento temporário nas relações entre os dois países.

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