Chávez diz que abriu caminho para soltura de reféns das Farc

Presidente venezuelano expressa 'alegria' e destaca esforços como mediador de troca humanitária em 2007

Efe,

06 de fevereiro de 2009 | 18h08

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, expressou nesta sexta-feira, 6, sua "alegria" pela recente libertação de seis reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e afirmou que seu governo "abriu o caminho" para esse processo no país vizinho. "Nós abrimos esse caminho, de verdade, esse caminho estava fechado", declarou Chávez em um ato oficial transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão. Veja também:Colômbia assume erro em sobrevoar área de soltura de reféns Ex-refém das Farc diz que pensou em suicídio no cativeiro Itamaraty parabeniza Colômbia por sucesso no resgate Cronologia dos sequestrados das Farc Por dentro das Farc Histórico dos conflitos armados na região  Jornalistas analisam participação do Brasil  O presidente agradeceu ao ex-deputado Sigifredo López, libertado na quinta pela guerrilha, por ter reconhecido publicamente seu papel no processo de libertação dos sequestrados na Colômbia. "A Venezuela quer a paz para a Colômbia e a liberdade para todos", disse o governante, que ressaltou a "coragem" da senadora colombiana Piedad Córdoba e aplaudiu sua dedicação à causa humanitária no país vizinho. Chávez reiterou que se dedicou com afinco a seu  trabalho como mediador para a troca humanitária junto com Córdoba entre agosto e novembro de 2007. "Quase fui à floresta para conversar com 'Marulanda'", disse Chávez, em referência a Pedro Antonio Marín, o principal das Farc, morto de enfarte em 26 de março de 2008, segundo a guerrilha. Em janeiro e fevereiro de 2008, as Farc libertaram seis deputados em apoio a Chávez, que tinha sido impedido por seu colega colombiano, Álvaro Uribe, de agir como mediador na libertação de sequestrados, o que gerou uma crise diplomática bilateral. Chávez e Uribe se reuniram em 24 de janeiro e concordaram em restabelecer os embaixadores em cada país e continuar no processo de recuperação da confiança mútua, como tinha sido decidido em julho do ano passado em um primeiro encontro para superar a crise.

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