Chávez diz que campanha contra seu país na Bolívia é loucura

Avião venezuelano aterrissou com remédios e outros produtos e acabou apedrejado na Bolívia

EFE

22 de dezembro de 2007 | 04h32

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou nesta sexta-feira que a campanha midiática dos Estados Unidos na Bolívia, contra a Venezuela, atingiu níveis de "loucura". "A loucura na Bolívia chegou a níveis que nem na Venezuela foram alcançados", disse Chávez durante a inauguração da refinaria de Cienfuegos, em Cuba. Ele se referiu ao apedrejamento de um avião venezuelano, dia 6, no departamento de Beni, na Bolívia. "O império se dedica a fazer campanha através de seus lacaios e dos meios de comunicação", denunciou. Na sua opinião, a campanha "fez uma parte dos bolivianos acreditar que a Venezuela está levando armas a seu país". Segundo Chávez, o avião Hércules venezuelano aterrissou com remédios, antenas para uma rádio comunitária, materiais e equipamentos para fazer um aterro, e foi apedrejado por "uma minoria do povo boliviano". O avião precisou decolar urgentemente, com o pára-brisas quebrado e quase sem combustível. "Por pouco não caiu na floresta amazônica, em um povoado na fronteira com o Brasil. Aterrissou sem combustível", acrescentou o presidente. Ele afirmou que o imperialismo "não descansará, tentando deter o esforço modesto da Venezuela revolucionária de estender seus braços e seu coração aos povos da América". O avião da força aérea venezuelana foi apedrejado no dia 6 por um grupo de manifestantes no aeroporto da localidade de Riberalta, mais de 700 quilômetros ao norte de La Paz. Eles achavam que o Hércules transportava "militares ou armas".

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