Chávez diz que demora em decisão do Brasil sobre gás é grave

Presidente da Venezuela diz que prioriza questão do gás, mas que o tema "foi posto de lado pelo Brasil"

Efe

26 de agosto de 2007 | 21h49

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, advertiu neste domingo, 26,  o Brasil de que pode ser "catastrófico" adiar decisões que poderiam afetar as necessidades de gás do país no futuro. A afirmação foi feita pelo presidente durante seu programa dominical "¡Aló, Presidente!", após enfatizar que as atuais reservas de gás brasileiras mal durariam dez anos. "O tema do Gasoduto do Sul é para mim uma necessidade, mas foi posto de lado no Brasil. Respeito profundamente esta decisão, mas cada dia perdido hoje pode ser catastrófico para o futuro, e não para o da Venezuela, pois nós não perdemos tempo", afirmou Chávez. O Gasoduto do Sul é um projeto que ligaria as jazidas de gás da costa leste venezuelana à Argentina, cruzando o Brasil em plena floresta amazônica, com ramais ligando à Bolívia, ao Uruguai e ao Paraguai. O projeto foi bem acolhido inicialmente, mas pouco a pouco foi perdendo fôlego até ficar praticamente estagnado, segundo o Governo Venezuelano. Chávez passou do caso do gás para o do petróleo e reiterou que a Venezuela tem reservas para suprir as necessidades da América Latina pelos próximos 200 anos. "Não precisam buscar petróleo na Ásia ou na África. Aqui está o petróleo das futuras gerações. Aqui, na Faixa do Orinoco, há petróleo para 200 anos", disse Chávez. O presidente dirigiu a oferta principalmente ao Brasil e à Argentina, mas, depois, esclareceu que é uma concepção que inclui todos os povos latino-americanos. Chávez lembrou que na Faixa do Orinoco há "mais de 300 bilhões de barris" de petróleo aproveitáveis.  "Vamos trabalhar juntos: Brasil, Argentina, Equador, Bolívia, para conseguir a união energética latino-americana", conclamou o presidente venezuelano.

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