Chávez diz que é preciso evitar uma guerra na América Latina

Além disso, venezuelano pede um processo que permita a transformação das Farc em um partido político

Efe,

07 de março de 2008 | 03h56

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, defendeu nesta sexta-feira, 7, que se evite uma guerra na América Latina. Chávez pediu ainda um processo que permita a transformação das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em um partido político "sem que seus membros sejam mortos".  "Que (as Farc) entreguem as armas, que formem um partido político, mas que não lhes matem", declarou o governante ao chegar a Santo Domingo, onde participará da 20ª cúpula do Grupo do Rio, organismo cujo papel no processo de pacificação defendeu. Chávez pediu às Farc "que humanizem a guerra, que não utilizem o seqüestro como uma arma". O governante venezuelano voltou a criticar o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, em razão de sua política "belicista", e expressou seu desejo de que o próximo Governo de Washington trabalhe em favor dos processos de pacificação. Chávez se referiu concretamente ao papel dos Estados Unidos com o ex-presidente Bill Clinton no processo de pacificação da Guatemala nos anos 90. "Tomara que cheguemos ao final deste Governo (nos Estados Unidos) sem uma guerra nestas terras. Vamos fazer todo o possível para isso", afirmou. Chávez deve se encontrar no sábado em Santo Domingo com o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, em uma cúpula que também deve contar com a participação do governante do Equador, Rafael Correa. Equador e Venezuela enfrentam a Colômbia em uma crise diplomática causada por um ataque de tropas colombianas às Farc em território equatoriano, no qual morreram mais de 20 membros da guerrilha, entre eles o "número dois" da guerrilha, conhecido como "Raúl Reyes".

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