Chávez diz que Hillary está errada sobre armas da Venezuela

Secretária de Estado americana havia criticado contratos de bilhões de dólares para a compra de armas russas

Agência Estado, Associated Press e Dow Jones

25 de setembro de 2009 | 14h46

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, concedeu entrevista ao programa de Larry King, da CNN e afirmou que a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, está "totalmente errada" ao criticar a compra de armas da Rússia por seu governo.

 

Hillary demonstrou, no início deste mês, sua preocupação com a corrida armamentista na região depois que a Venezuela anunciou que a Rússia iria emprestar ao país US$ 2 bilhões para a compra de tanques e sistema antiaéreos.

 

"Ela está totalmente perdida", disse Chávez na quinta-feira quando perguntado sobre o assunto numa entrevista à CNN. "Ela está totalmente errada". Chávez afirmou que a Venezuela, que assinou contratos de bilhões de dólares para a compra de armas russas nos últimos anos, tem um dos menores orçamentos de defesa da região.

 

O presidente venezuelano disse que o último acordo para a compra de 92 tanques T-72 e sistemas de defesa aérea não especificados foi uma resposta aos planos dos Estados Unidos de usar sete bases na vizinha Colômbia.

 

Na entrevista, Chávez, que discursou na quinta-feira na Assembleia Geral da ONU, assegurou que seu governo não vai cortar a venda de petróleo para os Estados Unidos. "Eu nunca faria isso agora. São negócios e nós continuaremos a enviar o petróleo", disse ele.

 

Chávez afirmou que quer um "bom relacionamento" com a administração do presidente Barack Obama, semelhante ao que a Venezuela tinha com os Estados Unidos quando Bill Clinton estava na Casa Branca. "Nós queremos relações baseadas no respeito", afirmou. "A maioria dos governos dos Estados Unidos nos últimos cem anos não respeitou os povos da América Latina. Eles patrocinaram golpes de Estado e assassinatos".

 

O presidente revelou também que a Venezuela tem planos de seguir com a ajuda da Rússia para o desenvolvimento de um programa de produção de energia nuclear, como o que existe no Brasil.

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