Chávez diz que 'império do dólar está ruindo'

Em visita ao Irã, presidentes venezuelano e iraniano coincidem sobre queda do "imperialismo" em breve

Reuters,

19 de novembro de 2007 | 13h31

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta segunda-feira, 19, em Teerã, que o "império do dólar está ruindo". A declaração apareceu um dia depois de, em uma cúpula da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) realizada em Riad, o país latino-americano e o Irã, um inimigo dos Estados Unidos, terem defendido a adoção de medidas para responder ao enfraquecimento do dólar norte-americano.   Veja também: Chávez diz que pesquisas sobre referendo são manipuladas Rei não consegue fazer Chávez se calar, mas a bexiga sim   Chávez, que no sábado disse que os preços do petróleo poderiam dobrar, chegando a US$ 200 o barril, se os EUA atacassem o Irã por conta de disputa em torno do programa nuclear dos iranianos, conversou com repórteres depois de uma reunião com o presidente do país islâmico, Mahmoud Ahmadinejad.   "Em breve, não falaremos mais sobre o dólar porque o dólar está se desvalorizando e porque o império do dólar está ruindo", afirmou Chávez em comentários traduzidos do espanhol.   "Naturalmente, com a quebra do dólar, o império norte-americano irá ruir", disse Chávez em uma entrevista coletiva concedida ao lado de Ahmadinejad. Os dois presidentes compartilham o mesmo ponto de vista quanto à suposta influência excessiva dos EUA no mundo.   A comunicação final da cúpula de 17 e 18 de novembro da Opep não incluiu qualquer referência ao dólar em desvalorização, uma suposta vitória do bloco de países aliados dos EUA, liderado pela Arábia Saudita. Mas Irã e Venezuela deixaram claro antes e depois da cúpula que pressionariam pela adoção de medidas, entre as quais fixar o preço do petróleo por meio de uma cesta de moedas. No domingo, Ahmadinejad descreveu o dólar como um "pedaço de papel sem valor".   Temores de que EUA ou Israel, aliado dos norte-americanos, ataquem o Irã - devido a um programa nuclear que, na opinião de potências ocidentais, visaria ao desenvolvimento de armas atômicas - também contribuíram para a alta dos preços. O governo iraniano nega essas acusações.

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