Chávez diz que não descarta troca humanitária com as Farc

Líder venezuelano ainda se dispôs a receber reféns que forem libertados em seu país

EFE

02 de dezembro de 2007 | 01h58

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse neste domingo que não descartou a troca humanitária de guerrilheiros presos por reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), mas admitiu que ela será "difícil", após ter "congelado" a relação com seu colega colombiano, Álvaro Uribe. "Não fechei as portas (para a negociação) ainda, porque eu acho que posso ajudar a libertar essa gente", disse Chávez. O governante acrescentou que se Manuel Marulanda, o líder das Farc, decidir soltar alguns reféns, ele estará "disposto a recebê-los" na Venezuela. Chávez disse ainda que essa decisão seria à margem de Bogotá, porque "não há vontade de paz do lado de Uribe, que acredita que pode derrotar militarmente as Farc". Apelando para sua formação militar, o governante venezuelano afirmou que "as Farc não podem ser derrotadas militarmente", e disse que a guerrilha estava cumprindo suas promessas. "Posso dizer que as Farc estavam cumprindo seu papel. O próprio Governo da Colômbia publicou as provas" de vida dos reféns requeridas no processo, afirmou.

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