Chávez diz que não tem nada a esconder da Argentina

Para presidente venezuelano, investigação é responsabilidade da polícia, alfândega e não dos governos

Reuters,

19 de agosto de 2007 | 18h52

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse no domingo que "não tem nada a esconder" num escândalo atual sobre como 800 mil dólares em dinheiro não declarado acabaram num avião com autoridades venezuelanas que voavam para a Argentina.   O escândalo levou a renúncias de funcionários em ambos os países e tornou-se motivo de constrangimento para Chávez e para o presidente argentino, Nestor Kirchner, que insiste que não tem nenhum envolvimento com o episódio.   "Como disse Kirchner, não temos nada a acobertar, nada a esconder", disse Chávez, que vinha evitando o assunto desde que seus primeiros detalhes vieram à tona, durante seu programa de rádio semanal, veiculado aos domingos.   Chávez disse que a responsabilidade pela investigação é da polícia, da alfândega e de outras instituições, não dos governos.   O escândalo vem dominando as manchetes na Venezuela desde que veio à tona, durante a visita do presidente venezuelano a Buenos Aires, no início de agosto, para promover a cooperação energética com o governo de Kirchner.   Autoridades alfandegárias confiscaram o dinheiro do empresário venezuelano Guido Antonini, que viajou de Caracas a Buenos Aires num avião fretado pela empresa energética argentina Enarsa. Antonini embarcou no vôo a pedido de um funcionário da estatal petrolífera venezuelana PDVSA.   Autoridades autorizaram Antonini a deixar a Argentina imediatamente após o incidente, mas na terça-feira um procurador argentino emitiu um mandato de prisão do empresário por acusações de contrabando.   Tanto Chávez quanto Kirchner já prometeram reprimir a corrupção desbragada, que foi ampla durante o boom petrolífero da Venezuela nos anos 1970 e também durante as reformas de livre mercado na Argentina na década de 1990.

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