Chávez diz que oposição contestará vitória em referendo

Presidente venezuelano garante que vence plebiscito com 10 pontos de vantagem a favor das reformas

REUTERS

27 de novembro de 2007 | 13h14

residente da Venezuela, Hugo Chávez, garantiu que vencerá com ao menos 10 pontos percentuais de vantagem o plebiscito sobre a reforma constitucional marcado para o próximo domingo e previu que a oposição declarará ter havido fraude e tentará desestabilizar o país. Veja também: Venezuela resiste a 'ataques de dentro e de fora'Especial: Tensão na América do Sul  A poucos dias da consulta popular, algumas pesquisas revelam que a disputa entre o "sim" à reforma defendida pelo líder venezuelano e o "não" será apertada, o que implica uma mudança em relação às eleições anteriores, as quais Chávez conseguiu vencer com facilidade. No entanto, o presidente, um político de esquerda, avisou nos últimos dias que seus inimigos estão "desesperados" e que, com o apoio dos meios de comunicação privados, já estão divulgando pesquisas "manipuladas" para confundir os eleitores. "No próximo domingo, eu espero que ganhemos, eu digo, com uma vantagem de no mínimo 10 pontos e de um teto de 20 pontos, mas estejamos seguros de que, ainda que ganhemos por 10 pontos, ou 20 ou 50, vão dizer que nós roubamos e vão tentar desestabilizar o país, algo que já estão ensaiando", afirmou o presidente. As declarações foram dadas perto da meia-noite de segunda-feira, em um ato do qual participaram empresários. O dirigente diz que a reforma da Carta Magna é algo imprescindível para aprofundar sua revolução socialista, mas os adversários dele acusam-no de tentar, com a reforma constitucional, perpetuar-se na Presidência e aumentar seus poderes. Chávez, um ex-membro das Forças Armadas que comanda o país produtor de petróleo desde 1999, disse estar disposto a enfrentar com rigor qualquer tipo de plano de desestabilização a ser implantado caso o "sim" saia vencedor do plebiscito de domingo.

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