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Chávez diz que Petrocaribe é farol energético para a região

Com números, venezuelano mostrou a importância do mecanismo para os países da América Latina e do Caribe

EFE

22 de dezembro de 2007 | 04h43

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, aproveitou a cúpula da Petrocaribe para ratificar seu compromisso como distribuidor de petróleo da região e apontou o mecanismo como o farol energético do Caribe. "Nosso petróleo e nosso gás sempre estarão ao serviço da Venezuela e de nossos povos irmãos da América Latina e do Caribe. Podem contar com essa decisão, que é irrevogável, custe o que custar", disse Chávez, durante seu discurso. A reunião aconteceu nesta sexta-feira, em Cienfuegos, em Cuba. Participaram 11 chefes de Estado e de Governo dos 16 países-membros, recebidos pelo presidente em exercício de Cuba, Raúl Castro. Um dos países convidados foi Honduras, cuja entrada no grupo foi aprovada durante a reunião. Raúl Castro, chefe da delegação anfitriã, disse que a Petrocaribe é "muito mais que a solução justa" para os problemas energéticos da região. Mas foi Chávez quem, armado de números sobre o atual fornecimento de petróleo e previsões para os próximos anos, mostrou a importância de um mecanismo que abrange a coordenação de políticas, o desenvolvimento de fontes de energia alternativas, o uso eficiente dos recursos e a economia. O presidente venezuelano explicou que a dívida financiada acumulada pelos países-membros do esquema durante este ano chegou a US$ 1,166 bilhão. Até 2010, serão US$ 4,566 bilhões. Segundo fontes venezuelanas, o país fornece atualmente 53 mil barris de petróleo e derivados aos países-membros da Petrocaribe. A cota total de 102 mil barris ainda não foi alcançada devido às limitações de armazenamento dos beneficiados. Chávez antecipou a proposta de que o pagamento da parte financiada da conta, cerca de 40% do total, seja semelhante à fórmula que Venezuela e Cuba aplicam em sua colaboração. Ele defendeu "um mecanismo de compensação com a entrega de bens e serviços". Segundo Chávez, a idéia surgiu durante uma reunião de duas horas e meia, na quinta-feira, com o presidente cubano, Fidel Castro. Embora fisicamente ausente da cúpula, Fidel Castro não deixou passar a oportunidade de enviar uma mensagem e elogios a Chávez. "Foi brilhante, não só nas palavras iniciais mas também durante a reunião", disse, em uma carta enviada após a primeira rodada de conversas, pela manhã. "Parabéns pela seriedade e profundidade de suas palavras, com clareza, precisão e brevidade. Gostei do tom e da forma como combinou dados escritos com reflexões oportunas sobre os temas", acrescentou Fidel Castro. A Cúpula terminou à noite com a inauguração da primeira fase da refinaria de Cienfuegos.

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