Chávez diz que projeto de gasoduto na América do Sul 'esfriou'

Segundo presidente venezuelano, projeto perdeu força devido às críticas de dentro da região

Efe,

27 Julho 2007 | 19h11

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, assinalou nesta sexta-feira, 27, que o projeto de construção de um gasoduto na América do Sul, batizado de Gasoduto do Sul, "esfriou" devido às críticas de dentro da região.   "Estamos há sete anos trabalhando nesse projeto, mas eles conseguiram esfriá-lo", lamentou-se Chávez.   "A primeira autoridade a quem eu propus (o gasoduto) foi o presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso", disse Chávez, durante a abertura da primeira empresa estatal socialista de construção de casas da Venezuela.   Chávez não identificou que setores são responsáveis pela estagnação do projeto, que previa levar gás para Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.   O presidente venezuelano afirmou que os ataques contra o projeto do gasoduto partem de dentro da própria América do Sul.   O presidente venezuelano assinalou que não se pode "obrigar ninguém" a aceitar o projeto.   Chávez assegurou que o interesse venezuelano no gasoduto não responde a questões econômicas, mas sim ao espírito de solidariedade que alimenta a revolução bolivariana.   "Se eu estivesse pensando em dinheiro, nem sequer teria proposto o Gasoduto do Sul. Nós só venderíamos o gás ao preço vendido à América do Norte", disse Chávez.   "Mas não, somos bolivarianos, queremos compartilhar nossa riqueza. Nunca venderíamos gás à América do Sul ao preço dos países desenvolvidos", acrescentou.   "A Venezuela tem, para a felicidade da América Latina, uma das maiores reservas de gás do mundo, e à medida que perfuramos, mais gás vai saindo", destacou.   O Gasoduto do Sul começaria no extremo nordeste da Venezuela, para depois dirigir-se ao Orinoco. Depois chegaria ao Amazonas, e de Manaus iria para Recife. Do Nordeste, seria construído um ramal pelo centro até Brasília, para depois chegar a São Paulo e Rio de Janeiro. O projeto seria concluído em Montevidéu e Buenos Aires.   "Aqui há gás para um século", garantiu Chávez.

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