Chávez diz que quer abraçar rei espanhol, mas não se calará

Após troca de insultos que gerou crise diplomática, presidente venezuelano viaja ao país na sexta-feira

REUTERS

21 de julho de 2008 | 09h35

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse no domingo, 20, que gostaria de abraçar o rei da Espanha, Juan Carlos, durante sua visita à Europa na semana que vem, mas avisou que não vai se calar. Chávez, que fará sua primeira visita à Espanha desde a discussão, vai se encontrar com o rei na próxima sexta, na ilha de Mallorca. Depois, ele viaja a Madri para se encontrar com Zapatero, segundo informou a Espanha na semana passada.   Veja também: Depois do 'por que não se cala?', Chávez visitará rei espanhol Rei Juan Carlos manda Chávez se calar  'Por que não se cala?' contra Chávez é usado como ringtone   Em novembro do ano passado, o rei Juan Carlos gritou "por que não se cala?" para Chávez, quando o presidente venezuelano tentou interromper um discurso do premiê espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, na cúpula ibero-americana, no Chile. As relações entre os dois países melhoraram desde o ocorrido. O governo espanhol disse na semana passada que Chávez vai se encontrar com o rei quando estiver na Espanha. "Gostaria de dar um abraço no rei, mas você sabe, Juan Carlos, que não vou me calar", disse Chávez, sorrindo, em seu programa semanal na televisão antes de embarcar para a Rússia, primeira parada de sua viagem. "Vamos continuar falando por nós mesmo, por um mundo justo e igualitário", disse Chávez. O destempero do rei foi manchete ao redor do mundo e deu origem a canções, piadas e até um toque de celular. Chávez ameaçou rever suas relações comerciais e diplomáticas com o país do qual a Venezuela é ex-colônia - a Espanha investe bastante na região. Mas, apesar das tensões em torno da nova política de imigração da União Européia, os ânimos se acalmaram e Chávez se referiu ao rei espanhol como "um velho amigo" durante um encontro com Zapatero em uma cúpula no Peru, em maio.

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