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Chávez diz que reféns das Farc já estão em liberdade

Segundo presidente, Clara Rojas e Consuelo González já estariam à caminho da Venezuela

Agências internacionais

10 de janeiro de 2008 | 14h05

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia libertaram nesta quinta-feira, 10, a ex-assessora da campanha de Ingrid Betancourt, Clara Rojas, e da ex-congressista Consuelo González, anunciou em discurso o presidente venezuelano, Hugo Chávez. De acordo com o governante, os dois helicópteros com as reféns já estão a caminho da Venezuela.  Veja também:Colômbia suspende operações militares Espanha confirma que menino é EmmanuelSaiba quem são as refénsEntenda o que são as FarcCronologia: do seqüestro à libertação Segundo a rede de TV CNN, as reféns apresentam boas condições de saúde. A delicada operação, organizada pelo presidente venezuelano, teve início na manhã desta quinta-feira, depois que Chávez anunciou que as Farc haviam dado as coordenadas do local onde seriam entregues as reféns. A missão de resgate foi autorizada na quarta-feira, 9, pela Colômbia. Os dois helicópteros MI-17, de fabricação russa, enviados pelo governo da Venezuela e identificados com os emblemas do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), chegaram ao aeroporto San José del Guaviare, 340 quilômetros a sudeste de Bogotá, Colômbia, às 11h25 (em Brasília). De lá, partiram para realizar o resgate na selva colombiana, e por volta das 14 horas já voavam de volta para a Venezuela com as duas reféns e a senadora colombiana de oposição Piedad Córdoba, responsável pela entrada de Chávez nas negociações para a libertação das reféns. Clara e Consuelo foram resgatadas em uma grande zona de floresta com amplos cultivos de coca (matéria-prima da cocaína) e forte presença das Farc. A região já foi cenário de intensas ações das Forças Armadas e da polícia contra a guerrilha e o narcotráfico. Esta foi a primeira vez na história do conflito colombiano que as Farc libertam de maneira incondicional e unilateral um grupo de reféns.  A guerrilha só libertou as mulheres após ter admitido que não tinha em seu poder Emmanuel, filho que Clara teve no cativeiro com um rebelde, e que está sob proteção do governo colombiano desde 2005. Segundo especialistas, as Farc podem ter libertado as duas reféns para tentar melhorar sua imagem no exterior, que ficou seriamente abalada após o episódio. A revelação de que a criança estava havia mais de dois anos sob custódia dos serviços assistenciais colombianos foi mais um golpe para Chávez, que afirmou que continuaria lutando pela libertação das duas mulheres, mesmo que fosse através de uma operação clandestina.  A primeira missão de resgate, divulgada amplamente por Chávez e chamada de "Operação Transparência", contou com participação de representantes de seis países, além da Colômbia: França, Argentina, Brasil, Bolívia, Cuba e Equador. Mas foi abortada pelas Farc no dia 31, depois que os rebeldes acusaram o governo colombiano de realizar uma nova ofensiva militar na selva colombiana, fato que teria impedido a libertação das reféns. Pouco tempo depois, a partir de uma hipótese levantada pelo presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, veio à tona a informação de que Emmanuel não estava em cativeiro e esse seria o verdadeiro motivo do adiamento da operação.

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