Chávez diz que Uribe manipulou operação de resgate de reféns das Farc

Venezuelano chamou Uribe de mentiroso após adiamento da entrega de reféns

Efe

01 de janeiro de 2008 | 04h35

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta segunda-feira que seu colega da Colômbia, Álvaro Uribe, mentiu e manipulou a operação para o resgate de três reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), além de pedir que ele "olhe mais para o sul e menos para o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush". "Acuso o presidente da Colômbia de estar mentindo, de estar manipulando", disse Chávez no palácio presidencial de Caracas, após o adiamento de uma anunciada entrega de reféns em poder das Farc.  "Uribe, olhe mais para cá (...) e menos para Bush. Desprenda-se de Bush e vamos nos dar um abraço e construir uma grande pátria. Reflita, Uribe, porque os Estados Unidos não querem a paz para ninguém, e pelos governantes dessa potência ocorreria uma festa com uma guerra entre Venezuela e Colômbia", acrescentou.  Chávez disse também que Uribe foi à localidade colombiana de Villavicencio para "dinamitar" a operação de resgate com sua hipótese de que o pequeno Emmanuel, filho nascido em cativeiro da seqüestrada Clara Rojas, estaria em Bogotá vivendo com um nome falso. O governante venezuelano afirmou que "Uribe acredita que eles (os militares colombianos) podem derrotar, aniquilar as Farc, mas que ele, como militar, insistiu em que isso não é possível". Acrescentou ainda que disse recentemente a um porta-voz das Farc em Caracas que eles também não vão poder tomar o poder pela via armada. "Nenhum dos dois lados vai poder alcançar seu objetivo, e sem um acordo de paz manterão uma luta de desgaste na qual não apenas a Colômbia é muito prejudicada, mas também a Venezuela e o Equador", sustentou. As Farc anunciaram em 18 de dezembro que libertariam a ex-candidata à Vice-Presidência colombiana Clara Rojas; seu filho Emmanuel e a ex-congressista Consuelo González de Perdomo ao Governo venezuelano em "reparação" a Chávez, cuja mediação para a troca humanitária de 45 reféns da guerrilha por cerca de 500 guerrilheiros presos foi desautorizada pela Colômbia

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