Chávez diz que Uribe quer provocar guerra

O presidente venezuelano disse que não é uma casualidade o fato de, nos últimos dias, três altos funcionários americanos, entre eles a secretária de Estado, Condoleezza Rice, terem visitado a Colômbia

EFE

26 de janeiro de 2008 | 00h26

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, acusou nesta sexta-feira o seu colega da Colômbia, Álvaro Uribe, de estar "forjando", por ordem dos Estados Unidos, "uma provocação bélica" com o intuito de obrigar o país a dar "uma resposta que possa originar uma guerra". "Acuso o Governo da Colômbia de estar forjando uma conspiração, uma provocação bélica contra a Venezuela, por ordem dos EUA, para nos obrigar a dar uma resposta que possa originar uma guerra", disse Chávez O presidente venezuelano disse que não é uma casualidade o fato de, nos últimos dias, três altos funcionários americanos, entre eles a secretária de Estado, Condoleezza Rice, terem visitado a Colômbia. A declaração de Chávez foi feita durante uma entrevista coletiva no Palácio de Miraflores, sede do Governo, onde recebeu o presidente Nicarágua, Daniel Ortega. Chávez frisou que a Colômbia se transformou num "porta-aviões" a partir do qual os EUA preparam um ataque à Venezuela e a seu Governo revolucionário. "Uribe é um peão de Washington", disse Chávez, segundo quem "o atual Governo colombiano sequer pode ir à missa", porque "é um Governo de guerra". "Alerto ao mundo que está sendo preparada uma agressão militar, a partir da Colômbia, mas que é dos Estados Unidos, contra a Venezuela. É parte da Operação Balboa, que é como é chamada a operação contra a Venezuela", reiterou o governante venezuelano. "É preciso dizer a Uribe que amarre os seus loucos, porque, sendo um peão dos Estados Unidos, ele será o responsável pelo que acontecer, porque se prestou a isso", acrescentou Chávez. "Temos informações da inteligência, da nossa e da de outros países da América Latina, sobre o plano. A visita de Rice não é casual, nem a do chamado 'czar da droga' (John Walters, o chefe do departamento antidrogas dos EUA) nem a do comandante militar americano (chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, o almirante Michael Mullen). Três altíssimos funcionários em uma semana", expressou o governante. Ortega, por sua vez, disse que compartilhava das denúncias de Chávez e que as ameaças denunciadas pelo colega não eram só contra a revolução bolivariana, mas contra a América Latina. "Espero que as pessoas mais sensatas em volta de Uribe se dêem conta de que isso levaria a uma enorme catástrofe que alcançaria ele e a oligarquia por trás dele, já que conduziria à quebra e ao colapso econômico", advertiu Ortega.

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