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Chávez diz que 'ventos da guerra começam a soprar' na região

Venezuelano alerta que tropas dos EUA na Colômbia podem semear conflito armado na América Latina

Efe e Associated Press,

10 de agosto de 2009 | 14h10

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, alertou nesta segunda-feira, 10 dentro da cúpula da União de Nações Sul-americanas (Unasul), que a presença militar americana em bases colombianas "pode gerar uma guerra na América do Sul", e afirmou que seu país está se preparando porque está "na mira". "Ventos de guerra começam a soprar", alertou Chávez, que reclamou que a cúpula aparentemente não tenha incluído este assunto em seu documento final.

 

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Durante uma cúpula, Chávez pediu a realização de uma reunião de emergência com chefes de Estado para discutir os planos da Colômbia de permitir a presença norte-americana em sete bases militares locais. "A Venezuela sente-se ameaçada. Isso poderia gerar uma guerra na América Latina", disse Chávez em comentários transmitidos pela televisão estatal. Chávez, ex-soldado e um forte crítico de Washington, trava um conflito com Alvaro Uribe, seu colega colombiano que é forte aliado dos Estados Unidos.

 

Uribe, que tem se reunido com presidentes da região para defender seus planos de permitir mais tropas norte-americanas na Colômbia para apoiar a luta contra o tráfico de drogas e insurgências de esquerda, não estava presente à reunião. Chávez retratou a presença militar norte-americana na Colômbia como a base de lançamento potencial para ataques contra a revolução socialista na Venezuela.

 

Chávez também acusou a Colômbia de "seguir o argumento do ataque preventivo" e lembrou o bombardeio colombiano de 1º de março de 2008, quando um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) foi atacado em território equatoriano. "Não vou permitir que façam com a Venezuela o que fizeram no Equador. Haverá uma resposta militar e contundente", disse.

 

O governante também fez referência ao caso de Honduras. Segundo Chávez, que afirmou ter "evidências de que a ordem (para o golpe) foi dada na base (americana) de Palmerola", o presidente Manuel Zelaya foi tirado de "sua cama" em 28 de junho e expulso do país. O chefe de Estado venezuelano insistiu no envolvimento de certas forças ou setores dos Estados Unidos no golpe contra Zelaya "Devemos pedir coerência" ao presidente Barack Obama, afirmou Chávez.

 

O venezuelano, que abriu a reunião da Unasul, explicou as razões de seus comentários. "Sinto-me na obrigação de alertar" para o risco de uma guerra na região, disse.

 

A presidente da Argentina, Cristina Fernandez de Kirchner, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, disseram que uma reunião entre os chefes de Estado regionais com a presença de Uribe é necessária para tratar dos planos de Bogotá. Cristina ofereceu-se para recepcionar a reunião em Buenos Aires e a convidar pessoalmente Uribe para o encontro.

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