Chávez diz ter 'fórmula' para receber reféns das Farc

O presidente venezuelano, HugoChávez, disse na sexta-feira que dispõe de uma "fórmula" parareceber três reféns que a principal guerrilha da Colômbiaprometeu lhe entregar e advertiu sobre uma possível sabotagemdo governo colombiano. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)anunciaram esta semana que iriam libertar três reféns e osentregariam a Chávez. "Já tenho elaborada alguma fórmula para recebê-los", disseChávez a jornalistas na noite de sexta-feira na cidade cubanade Cienfuegos, onde participou de uma reunião de energia. "Será uma operação delicada, porque há na Colômbia grupos,como alguns próximos ao governo ou do próprio governo, que,estou seguro, que poderiam ou que vão tentar evitar que ocorraa libertação com sucesso", acrescentou. As Farc anunciaram a libertação da ex-deputada ConsueloGonzález, da política Clara Rojas e de seu filho Emmanuel,nascido há cerca de três anos no cativeiro. O vice-presidente venezuelano, Jorge Rodríguez, negou nasexta-feira que os três reféns já estariam no país. Chávez, que deve permanecer em Cuba ao menos até a tarde desábado, disse que levaria adiante as gestões para receber osreféns no seu retorno a Caracas. O presidente venezuelano tentou mediar um acordohumanitário para a libertação de quase 50 reféns. Mas opresidente Alvaro Uribe suspendeu sua mediação em novembro,após acusá-lo de interferir nos assuntos internos da Colômbia.O incidente detonou uma crise diplomática entre os paísesvizinhos. "Logo seguiremos tentando libertar o restante e avançarpara um processo de paz. Mas, claro, nós pouco podemos fazer,porque isso depende da vontade e na Colômbia, principalmente dolado do governo, não há vontade", disse. O presidente venezuelano disse que Uribe não estáinteressado em um acordo humanitário para a troca de reféns porrebeldes presos. Chávez disse que sua tentativa de mediação fracassou pelaspressões do "império", como costuma chamar os Estados Unidos. Uribe é uma dos aliados mais próximos de Washington naAmérica Latina. Chávez, seu principal crítico. (Por Anthony Boadle)

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