Chávez e aliados devem reconhecer resultado, pede oposição

Porta-vozes dos dois blocos pedem calma e paciência a seus seguidores e dizem ser melhor esperar resultado oficial

Efe,

03 de dezembro de 2007 | 02h19

O dirigente da oposição Manuel Rosales pediu, neste domingo, ao governo venezuelano que reconheça os resultados do referendo sobre a reforma constitucional e recomendou tranqüilidade, porque "esta noite quem ganhou foi a Venezuela". Veja também: Resultado de referendo será entregue primeiro aos blocosChávez aprovou reforma na Constituição, diz fonte do governoChávez diz que aceita qualquer resultadoVenezuela vota em clima tranqüiloVenezuela dá 'lição de democracia', diz CNETensão na América do Sul  Conheça pontos centrais da reforma  Acompanhe a trajetória de Hugo Chávez     Rosales, que perdeu para Hugo Chávez as eleições presidenciais de dezembro do ano passado, disse que assim como há um ano reconheceu sua derrota, espera que o governo faça o mesmo agora. "O resultado não deve criar mais divisões ou conflitos", disse Rosales à imprensa enquanto esperava o primeiro relatório oficial do Conselho Nacional Eleitoral (CNE). O vice-presidente Jorge Rodríguez disse neste domingo, 2, que se o "sim" perder o referendo, mesmo que por apenas um só voto, seu bloco reconhecerá a derrota.  Frente ao otimismo expressado pelos representantes da oposição, Blanca Eekhout, que faz parte do "Comando Zamora", que defende a reforma, pediu que seus seguidores não se deixem confundir por essas declarações e esperem o resultado oficial do CNE, que é o único válido. O primeiro relato oficial do CNE, previsto inicialmente para as 20 horas ou 21 horas (22 horas ou 23 horas de Brasília), foi se atrasando devido à aparente pouca diferença entre as duas opções. Porta-vozes dos dois blocos pediram calma e paciência a seus seguidores, e argumentaram que é melhor esperar para ter um resultado fidedigno do que "liberar" o primeiro boletim e incorrer em algum erro que, dada a tensão e polarização da sociedade, poderia ter conseqüências imprevisíveis. Aproximadamente 16 milhões de venezuelanos foram convocados neste domingo às urnas para decidir se aprovam ou rejeitam o projeto do presidente venezuelano. A jornada eleitoral transcorreu com normalidade e em paz, com exceção de alguns incidentes isolados.

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