Chávez e Capriles lançam disputa por Presidência na Venezuela

Por Diego Ore e Girish Gupta

Reuters

01 de julho de 2012 | 13h18

SANTA ELENA, Venezuela, 1 Jul - O presidente venezuelano Hugo Chávez e o rival da oposição Henrique Capriles foram para buscar apoio de eleitores no domingo e mostrar suas forças no lançamento formal da campanha eleitoral na Venezuela.

Capriles, um jovem governador buscando colocar fim a 13 anos de governo socialista no país sul-americano membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), estava voando para duas distantes pontas perto das fronteiras com Brasil e Colômbia para destacar o que considera negligência do governo atual com as comunidades mais remotas.

Incapaz de repetir sua frenética campanha de eleições passadas por estar enfrentando um câncer, Chávez deve aparecer na região central da Venezuela para mostrar que está bem o suficiente para disputar a eleição de 7 de outubro.

Chávez tem vantagem de dois dígitos na maioria das pesquisas, mas há um número considerável de eleitores indecisos e um respeitado instituto de pesquisa local colocou recentemente os dois candidatos em uma disputa apertada.

Depois de três operações para remover dois tumores malignos durante uma batalha de um ano contra o câncer, Chávez, 57, tem dito nas últimas semanas que está totalmente recuperado e sua energia aparenta estar em ascensão.

"Meu Deus, dê saúde e vida para que possamos liderar este povo à vitória", disse Chávez no Twitter no domingo.

Capriles, governador do estado de Miranda, é um político de centro-esquerda que admira o Brasil por sua economia aberta e, ao mesmo tempo, com políticas sociais.

Sua viagem da capital Caracas para a comunidade remota ao sudeste Santa Elena, e então em direção à vila La Guajira, é parte de uma estratégia da oposição de destacar a energia e a saúde de Capriles, 39.

"Não é apenas o começo da campanha", disse Capriles, também pelo Twitter. "É uma contagem regressiva para abrir o portão para o futuro da nossa Venezuela. O progresso está a caminho!"

A mídia estatal continuava a bombardear Capriles neste domingo. Ministros em coro o chamavam de "perdedor" e "de candidato da extrema direita", afirmando que ele iria desmantelar as missões populares de Chávez para acesso grátis à educação, serviços de saúde e de subsídio de alimentos em áreas pobres.

(Reportagem adicional de Deisy Buitrago e Andrew Cawthorne)

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