Chávez e Lula debatem crise em Honduras e armas na Colômbia

Presidentes conversaram de telefone e concordaram sobre 'preocupação preocupante' das questões

Efe,

30 de julho de 2009 | 17h19

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e se homônimo venezuelano, Hugo Chávez, conversaram por telefone sobre a crise em Honduras e a deterioração das relações entre Colômbia e Venezuela, informou nesta quinta-feira, 30, uma nota oficial divulgada pelo Ministério de Comunicação da Venezuela.

 

Segundo um comunicado do Ministério de Comunicação, "os dois líderes manifestaram sua preocupação com a situação de Honduras", após a deposição do presidente Manuel Zelaya, no dia 28 de junho.

 

Além disso, ressaltaram a necessidade de "aumentar as pressões internacionais sobre os golpistas para garantir a restituição do presidente Zelaya e a democracia nesse país irmão".

 

Sobre a tensão entre Bogotá e Caracas, a nota indicou que Chávez informou a Lula sobre "o perigo e a ameaça que significa a tentativa de colocar bases militares americanas na Colômbia". Bogotá e Washington negociam um acordo para que os Estados Unidos usem bases militares colombianas, depois da não renovação do contrato em Manta, Equador.

 

O líder de Estado venezuelano explicou a Lula as medidas que seu Governo "se viu obrigado a tomar para garantir a paz e a estabilidade na região", acrescentou o comunicado.

 

A Venezuela congelou as relações diplomáticas e comerciais com a Colômbia, na terça-feira, ao tachar de "irresponsáveis" as acusações de Bogotá sobre o suposto desvio de armas que a Venezuela comprou da Suécia, em 1988, e que acabaram em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc.

 

Além disso, o governo de Chávez advertiu que romperá definitivamente os laços com Bogotá diante de uma eventual "próxima declaração verbal" por parte do governo do presidente Álvaro Uribe, que signifique uma "nova agressão".

 

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, anunciou na quarta-feira que o País está disposto a trabalhar para "recompor" a confiança entre a Venezuela e a Colômbia.

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