Chávez e Uribe devem se encontrar em 15 de julho

Imprensa colombiana diz que presidentes se reunirão para restaurar relações bilaterais após impasse sobre Farc

Efe e Reuters,

15 de junho de 2008 | 14h12

O presidente colombiano Álvaro Uribe, confirmou no sábado, 14, que em breve se reunirá com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, para restaurar as relações bilaterais. Segundo fontes do governo colombiano e emissoras locais, o encontro acontecerá no dia 15 de julho.   Veja também: Líder estudantil venezuelano desafia Chávez Mapa da influência de Chávez na AL  Por dentro das Farc  Histórico dos conflitos armados na região     As relações entre Venezuela e Colômbia estão tensas desde março, quando tropas colombianas mataram um importante líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em um acampamento dentro do Equador. A Colômbia diz que laptops encontrados ali mostram o apoio de Chávez aos rebeldes, uma acusação que ele rejeita. Uribe disse que queria "reiterar os agradecimentos a Hugo Chávez, pelos comentários recentes que ajudam bastante a que a Colômbia rapidamente ganhe a paz definitiva", disse o Chefe de Estado, que ainda insistiu em que os comentários de Chávez são "positivos".   O venezuelano, que anteriormente pediu mais reconhecimento à guerrilha marxista, pediu na semana passada que as Farc libertem os reféns incondicionalmente, em uma aparente mudança do seu apoio político aos rebeldes.   Segundo as emissoras Caracol e RCN, que citaram fontes oficiais, Uribe e Chávez se encontrarão em território venezuelano para anunciar o restabelecimento total das relações entre os dois países, o que inclui o retorno de um embaixador da Venezuela a Bogotá. A reunião pode acontecer em um local na fronteira, na ilha venezuelana de Margarita ou em Caracas, disseram as fontes, lembrando que os chanceleres da Colômbia, Fernando Araújo, e da Venezuela, Nicolás Maduro, realizam gestões de aproximação.   Chávez mostrou sua indignação a Uribe em novembro do ano passado, depois que o líder colombiano cancelou a missão solicitada ao presidente venezuelano três meses antes para tramitar a libertação dos seqüestrados pelas Farc.

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