Chávez espera 'sinal verde' de Uribe para libertação de reféns

Venezuelano diz que com autorização para executar acordo com Farc, seqüestrados podem ser soltos na quinta

Agências internacionais,

26 de dezembro de 2007 | 14h53

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou nesta quarta-feira, 26, que espera a autorização do governo colombiano para executar um plano acordado com o maior grupo guerrilheiro do país, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para a libertação de três reféns. Chávez garantiu que a soltura, anunciada pela guerrilha na semana passada, pode se concretizar "em horas" com a aprovação da ação de resgate venezuelana.  Veja Também:Libertação será em caravana aérea, diz ChávezCom Farc e Uribe pressionados, Colômbia tem ano otimista Cronologia: do seqüestro à perspectiva de liberdadeEntenda o que são as Farc Durante a coletiva de imprensa convocada para esta quarta, Chávez afirmou que a fórmula para a libertação foi "negociada com detalhes com a liderança das Farc. Nosso vice-chanceler Rodolfo Sanz está na Chancelaria de Bogotá para entregar o documento, já que o que nos falta é a autorização da Colômbia", disse o líder venezuelano, que acrescentou que a operação inclui a participação de representantes do Brasil, da Argentina, Cuba, Bolívia, Equador, França e da Cruz Vermelha. O presidente anunciou ainda que há "um grupo de aeronaves" para receber os três reféns e mostrou os aeroportos venezuelanos dos quais "a caravana aérea" poderia partir ou retornar. Com a autorização para entrar em espaço aéreo colombiano, Chávez afirmou que espera que os reféns sejam libertados até o final da quinta-feira. O líder ainda deixou claro que não participará pessoalmente da operação e afirmou que o ex-ministro do Interior Ramón Rodríguez Chacín foi designado para coordenar a ação. Chávez também manifestou esperança de que a guerrilha liberte Ingrid Betancourt assim que o atual processo de soltura dos três reféns estiver concluído. "Queremos libertar toda essa gente. Tenho fé de que haverá outro grupo de libertados e tenho esperanças de que nesse grupo venha a nossa amiga Ingrid Betancourt e disse isso ao presidente francês, Nicolas Sarkozy". Em um comunicado divulgado no dia 18, as Farc anunciaram que soltariam os três como uma "gesto de boa vontade" ao presidente venezuelano e à senadora colombiana Piedad Córdoba, cuja mediação formal com a guerrilha foi suspensa em novembro pelo presidente colombiano, Álvaro Uribe. Em resposta, Chávez suspendeu as relações bilaterais com Bogotá. Havia expectativa de que os reféns fossem soltos até o Natal, mas durante o fim de semana Piedad e as Farc afirmaram que movimentações militares colombianas haviam adiado a operação. As Farc exigem que Uribe retire o Exército e a polícia de uma zona de 780 quilômetros quadrados para que seus delegados e os do governo se reúnam para negociar um acordo humanitário e pôr fim ao drama dos reféns, alguns dos quais completaram dez anos em cativeiro na selva. Mas o presidente colombiano, que com o apoio dos Estados Unidos lidera uma agressiva estratégia militar contra a guerrilha, nega-se a cumprir a exigência sob o argumento de que as Farc buscam obter vantagem militar em uma zona estratégica para o tráfico de drogas e de armas.

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