Chávez espera ter melhor relação com EUA de Barack Obama

Em entrevista à CNN, presidente venezuelano diz que americanos não conseguirão alternativas energéticas

Entrevista com

Agências internacionais,

03 de fevereiro de 2009 | 11h16

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou em entrevista à CNN que esperar ter relações melhores com o governo americano com a Presidência de Barack Obama. "Espero que possamos restaurar as relações aos mesmos níveis que tínhamos com o presidente Clinton", afirmou Chávez. O presidente disse ainda que apoia os esforços de Obama em buscar fontes alternativas de energia, mas não acredita que os EUA consigam.   Chávez afirmou que a melhoria das relações depende dos EUA. "Não aceitaremos desrespeito de ninguém", disse o presidente para o canal em espanhol da CNN, acrescentando que o respeito dos EUA deve abranger toda a América Latina. Sobre o empenho de Obama em diminuir a dependência do petróleo, Chávez afirmou que isso será muito difícil. Segundo ele, os EUA - maior país consumidor do petróleo venezuelano, precisam do combustível "como ar, como oxigênio para viver, para sobreviver".   "Nós empregamos centenas de trabalhadores nos EUA", afirmou. "Damos ajuda para centenas de milhares de famílias pobres nos EUA para o programa de aquecimento". Chávez ainda disse que está preocupado com a queda dos preços da commodity e que o "mundo precisará sustentar o ritmo industrial". Segundo a CNN, esse é certamente o desejo do venezuelano, já que o petróleo é responsável por 90% dos ganhos do país com exportações e cerca de metade do orçamento federal.   Fronte doméstico   Chávez se mostrou confiante de que conseguirá a vitória no referendo para a emenda constitucional sobre sua reeleição ilimitada. "Meu coração e meu olfato político me diz que vamos ganhar esse referendo, como dizem quase todas as pesquisas", afirmou. O presidente afirmou, porém, que aceitará qualquer resultado. "Se perdermos, perdemos", disse durante a entrevista.   O venezuelano, que completou dez anos no poder, sustenta sua proposta eleitoral em programas sociais, que segundo números do governo conseguiram reduzir a pobreza, a desigualdade e resultados positivos na alfabetização, saúde e educação. "Bolívar, não acredito que me reprovaria. De cem pontos, acredito que ele me daria 55", respondeu Chávez em referência a Simón Bolívar, herói da independência venezuelana e base fundamental da "revolução socialista" do presidente.   Chávez confessou ainda que não pensa em eventuais candidatos para sucedê-lo. "Neste momento, não tenho herdeiros. Acredito que vamos ganhar o referendo e que serei candidato em 2012".

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