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Chávez evolui 'favoravelmente', diz governo da Venezuela

Infecção pulmonar foi controlada e condição clínica do líder bolivariano está melhorando

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14 de janeiro de 2013 | 09h05

CARACAS - A infecção pulmonar que acometeu o presidente venezuelano, Hugo Chávez, foi controlada e sua condição clínica está melhorando, mais de um mês após ter passado pela quarta cirurgia contra o câncer em Cuba, informou o governo da Venezuela na noite de domingo.

"Apesar do seu estado delicado, nos últimos dias a evolução médica geral foi favorável", disse o mais recente boletim médico, de tom mais positivo que os anteriores, mas ainda deixando claro a gravidade do estado de Chávez.

"A infecção pulmonar está controlada, embora o presidente-comandante ainda precise de medidas específicas para resolver a insuficiência respiratória ele está consciente", acrescentou a nota, lida pelo ministro da Comunicação, Ernesto Villegas.

O comunicado, que não deu mais detalhes sobre a condição de Chávez, ocorre no momento em que as três figuras mais importantes do governo além do presidente viajaram a Cuba para visitar Chávez e se reunir com aliados do governo local.

O vice-presidente Nicolás Maduro, o presidente do Congresso, Diosdado Cabello, e o ministro do Petróleo, Rafael Ramírez, têm feito constantes viagens à ilha comunista desde que Chávez, de 58 anos, se submeteu à cirurgia de dezembro - a quarta e mais séria desde que ele foi diagnosticado com um câncer de natureza não revelada, há 18 meses.

Chávez, que na semana passada faltou à própria posse para um novo mandato de seis anos, não é visto nem ouvido em público nas últimas semanas. Muitos venezuelanos supõem que seus 14 anos de governo podem estar chegando ao fim.

"Somos todos Chávez!" e "Chávez voltará!", foram alguns dos gritos entoados no fim de semana em numerosos comícios e shows realizados para demonstrar solidariedade ao presidente. Milhares de pessoas participaram.

"A situação é complexa e delicada", disse o ex-vice-presidente Elias Jaua em um comício chavista. "Ele continua lutando por sua vida". Villegas disse que Maduro, nomeado por Chávez como seu antecessor, informou o chefe sobre as manifestações de solidariedade.

A imprensa estatal disse que Maduro, Cabello, Ramírez - que também dirige a poderosa estatal petrolífera PDVSA - e a procuradora-geral Cilia Flores se reuniram no fim de semana com o presidente cubano, Raúl Castro. Mas detalhes do encontro não foram divulgados.

A presença simultânea de tantas autoridades de alto escalão em Havana inevitavelmente alimenta os rumores de que Chávez estaria às portas da morte, e faz a oposição acusar o chavismo de permitir que Raúl e Fidel Castro deem instruções nos bastidores.

Caso Chávez morra ou fique incapacitado, deve ser convocada uma nova eleição, que provavelmente oporá Maduro, de 50 anos, a Henrique Capriles, de 40, principal líder oposicionista e candidato derrotado por Chávez na eleição presidencial de outubro.

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