Chávez irá se reunir com chefes das Farc e emissário francês

O presidente venezuelano, Hugo Chávez,informou na noite de domingo que um grupo de líderes daguerrilha colombiana Farc e um emissário do governo francêsestão na Venezuela para iniciar as negociações sobre um acordohumanitário na Colômbia. Chávez intervém a pedido de Bogotá como mediador numpossível acordo para trocar dezenas de reféns das ForçasArmadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) por centenas deguerrilheiros presos em cadeias colombianas. Entre os reféns da guerrilha está a ex-candidata apresidente Ingrid Betancourt, que também tem cidadaniafrancesa. "(A delegação) acaba de chegar à Venezuela. Não vou dizeronde estão, é claro, mas devo vê-los, são vários representantesdo secretariado das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbiaque chegaram afinal à Venezuela", disse Chávez num discurso. "Chegaram para começar as reuniões em função do acordohumanitário, que é nossa tarefa", acrescentou. O presidente não citou data nem lugar da reunião, masacrescentou: "Também temos aqui em Caracas um emissário dopresidente da França que chegou nesses dias para o mesmo tema." Disse também que estará no país "um alto chefe" do tambémcolombiano e marxista Exército de Libertação Nacional (ELN),mas não explicou as razões de sua presença. Em Paris, o chanceler francês, Bernard Kouchner, disse nodomingo que seu país recebeu uma nova "prova indireta" de queBetancourt continua viva. "Temos evidência indireta que (nos)chegou de uma maneira que é mais confiável que o usual", disseele a uma emissora. Kouchner afirmou ainda que apóia a iniciativa de Chávez,que deve ir a Paris no dia 20 tratar do tema dos reféns. O presidente disse algumas semanas atrás, quando anunciou ocancelamento da primeira reunião das Farc por motivos desegurança, que há setores na Colômbia que estão decididos aprejudicar a mediação. Chávez diz que o acordo humanitário pode ser um prelúdiopara conversações mais amplas que levem a paz estável àColômbia, país onde dezenas de milhares de pessoas já morreramem mais de quatro décadas de guerra civil. A negociação acontece apesar da linha-dura adotada pelogoverno conservador colombiano contra as guerrilhas.

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