Chávez lança campanha para combater 'perseguição da mídia'

A um mês das eleições regionais, folhetos mostrarão os 'dez anos de conquistas' do governo do líder venezuelano

Efe,

23 de outubro de 2008 | 19h45

O governo da Venezuela lançou nesta quinta-feira, 23, uma nova campanha para tentar vencer o que chama de perseguição da mídia" a um mês das eleições municipais e regionais, segundo o ministro de Comunicação e Informação do país, Andrés Izarra. A campanha contará com a distribuição gratuita de folhetos nos quais são explicados os "dez anos de conquistas do Governo Bolivariano" do presidente Hugo Chávez. Veja também:Opositor acusa Chávez de perseguição "O objetivo é dar ferramentas às pessoas para que conheçam a Venezuela de verdade", disse Izarra. Em coletiva de imprensa, o ministro criticou o que considerou de "manipulação midiática permanente" pelos meios de comunicação privados de oposição, a quem acusou de iniciar uma "propaganda suja" para atacar o governo. A campanha, chamada "Venezuela de verdade", contará com a distribuição de diversas publicações sob o título "Não é pouca coisa", em referência às ações governamentais durante os quase dez anos do governo de Chávez, desde sua primeira eleição em dezembro de 1998. Entre os dados expostos no panfleto, é dito que a pobreza extrema afetava no final de 2007 a 9,5% dos venezuelanos, contra os 42,5% de 1996. Segundo a publicação, isso aconteceu "graças às medidas econômicas do Governo Bolivariano e seus missões." Além disso, o folheto diz que o percentual do Produto Interno Bruto (PIB) venezuelano investido em educação passou na última década de 3,9 para 7%. Também qualifica o crescimento da economia de "espetacular", com um aumento do PIB desde 2004 acima de 8% ao ano, o que situa a Venezuela como a "quarta economia da América Latina", atrás de Brasil, México e Argentina. Quase 17 milhões de pessoas irão às urnas nas eleições do próximo 23 de novembro, nas quais serão eleitos 22 governadores e 328 prefeitos, além de 233 legisladores regionais

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