Chávez mandou mais de uma mala com dinheiro para Argentina

Jornais dizem que além dos US$ 800 mil apreendidos, haveria mais US$ 4,2 mi para financiar campanha de Cristina

Efe,

14 de setembro de 2008 | 14h08

A imprensa argentina afirmou neste domingo, 14, que o governo venezuelano teria enviado mais de uma maleta com dinheiro supostamente para financiar ilegalmente a campanha de Cristina Kirchner à Presidência. Além dos US$ 800 mil apreendidos com Guido Antonini Wilson, havia outros US$ 4,2 milhões no vôo que levou o empresário venezuelano a Buenos Aires em 2007, segundo fontes do caso citadas pelo jornal argentino La Nación.   A revelação foi feita ao jornal por "duas fontes independentes entre si - uma das quais falou a partir da Venezuela - que têm um papel de destaque" no julgamento realizado do chamado "caso da mala" em Miami, nos Estados Unidos. "Onde estão os US$ 4,2 milhões?", é o que, segundo as fontes, perguntou Diego Uzcátegui, então presidente da filial da estatal Petróleos de Venezuela S/A (PDVSA) para a Argentina e o Uruguai, após chegar a Buenos Aires no mesmo vôo que transferiu Antonini Wilson de Caracas.   O La Nación destaca que, na transcrição das gravações realizadas pelo FBI (Polícia federal americana) dos processados, aparece a palavra "malas", pelo que se suspeita de que no vôo que chegou a Buenos Aires em 4 de agosto do ano passado havia pelo menos outra valise com dinheiro. As fontes consultadas pelo jornal separadamente não especificaram se os US$ 4,2 milhões foram embarcados em uma ou duas maletas, mas coincidiram no valor.   Após a divulgação das gravações no julgamento realizado em Miami, o governo argentino acusou o FBI pelo escândalo, além de culpar os Estados Unidos de utilizarem o caso com "fins políticos". Antonini Wilson, que também possui cidadania americana, vive nos EUA e decidiu colaborar com o FBI no caso, por isso não é acusado no julgamento e é a testemunha principal da Promotoria Federal de Miami. O empresário deve depor esta semana.   O jornal Clarín, de Buenos Aires, divulgou neste domingo uma parte das fitas gravadas pelo FBI, na qual o empresário afirma a um advogado argentino que o Governo de Buenos Aires prometeu "bancá-lo (apoiá-lo) até a morte". Por sua vez, o embaixador argentino em Washington, Héctor Timmerman, considerou que os diálogos que aparecem nas gravações "foram fruto de um roteiro armado entre o FBI e Antonini Wilson".

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