Chávez não vê prejuízo político após desastre em refinaria

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, vangloriou-se na terça-feira de ter uma vantagem "matematicamente irreversível" antes da votação do mês que vem e que um desastre em uma refinaria não prejudicou sua campanha para a reeleição, como alguns previram.

ANDREW CAWTHORNE E EYANIR CHINEA, Reuters

04 de setembro de 2012 | 16h15

O líder socialista de 58 anos teve um mês difícil em agosto: a explosão na refinaria de Amuay matou 42 pessoas no pior acidente da indústria do petróleo da Venezuela; trabalhadores do setor de aço o hostilizaram em um comício; e o colapso de uma ponte importante deixou a população enfurecida e provocou o caos nas estradas.

Apesar disso, a maioria dos institutos de pesquisa tradicionais da Venezuela lhe dão uma vantagem de dois dígitos para a eleição de 7 de outubro, graças a sua popularidade entre a população pobre, uma aceleração da economia nacional e gastos pesados em projetos sociais em favelas.

"Muitos nos setores de direita esfregaram suas mãos com a tragédia de Amuay, pensando que ela iria nos afetar e seria o evento que viraria a mesa", disse Chávez, acrescentando que duas novas pesquisas não publicadas verificaram um aumento de sua vantagem depois do desastre de 25 de agosto na refinaria de petróleo Amuay.

Chávez viajou rapidamente para o local do desastre no oeste da Venezuela, supervisionando a operação de resgate e oferecendo casas novas às vítimas. Mas ele recebeu muitas críticas, incluindo do candidato da oposição, Henrique Capriles, sendo acusado de negligência e má administração da indústria do petróleo.

Chávez afirmou que uma pesquisa nova mostrou que sua vantagem sobre Capriles cresceu de 12 para 14 por cento. "Isso é o que eles chamam de matematicamente irreversível", disse Chávez a uma estação de rádio local. "A diferença, de acordo com essa pesquisa, cujo proprietário é muito amigo do candidato da direita...a diferença na verdade aumentou."

Outra pesquisa, disse ele, lhe deu uma liderança de 20 pontos percentuais. Não houve nenhuma confirmação independente de nenhuma das duas.

Tudo o que sabemos sobre:
VENEZUELAPESQUISASCHAVEZ*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.