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Chávez nega que Venezuela tenha oferecido base para Rússia

Presidente venezuelano afirmou, no entanto, que aviões bombardeiros da Rússia serão bem vindos ao seu país

AE-AP,

15 de março de 2009 | 17h04

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que os aviões bombardeiros da Rússia serão bem vindos ao seu país, mas ele negou que tenha oferecido a Moscou parte do território para a instalação de uma base militar. Chávez fez esta declaração em resposta a uma reportagem da agência de notícias russa Interfax de sábado, 14, citando o chefe do Estado Maior da Rússia que coordena a aviação de longo alcance, dizendo que alguns bombardeiros estratégicos podem ser baseados na Venezuela. Uma fonte do Kremlin disse que o major-coronel Gen. Anatoly Zhikharev tinha falado hipoteticamente.

 

Chávez disse neste domingo, 15, que a Venezuela pode temporariamente hospedar bombardeiros russos - assim como fez em setembro quando os bombardeiros russo Tu-160 visitaram o país para um treinamento. Mas Chávez disse que não existem planos para estabelecer uma base militar russo em território venezuelano.

 

Portos e aeroportos

 

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ordenou neste domingo, 15, que as Forças Armadas do país tomem os portos e aeroportos e advertiu que os governadores dos estados que se opõem a nova lei, que coloca os centros de transportes sob controle federal, podem ser presos.

 

Durante seu programa semanal de rádio e tevê "Alô Presidente", Chávez ordenou que os navios da Marinha tomem controle do porto Cabello, no estado de Carabobo, e o porto de Maracaibo, no estado de Zulia, na próxima semana. Esses são os dois maiores portos marítimos da Venezuela.

 

O presidente disse aos oficiais militares que os governadores Henrique Salas (Carabobo) e Pablo Perez (Zulia), ambos da oposição, podem resistir à lei recém-aprovada. "Se ele der uma de esperto... Isso merece a prisão", disse Chávez com relação a Salas. "O mesmo serve para o governador de Zulia", acrescentou.

 

Legisladores fiéis a Chávez votaram na semana passada uma lei que coloca todos os aeroportos, rodovias e portos sob controle federal, um movimento que os adversários afirmam ter como objetivo aumentar o poder do presidente. "Esta é uma questão de segurança nacional", disse Chávez neste domingo, defendendo a lei.

 

Os governadores da oposição alertaram que a lei aprovada pela Assembleia Nacional, dominada pelos chavistas, tem como objetivo estrangular os adversários do presidente financeiramente e para reduzir o apoio dos eleitores que os elegeram em novembro.

 

Sob a nova lei, os estados e municípios não podem mais recolher tarifas de transportes dos portos e aeroportos ou construir pedágios ao longo das rodovias, o que significa que os governadores e prefeitos terão menos dinheiro para os projetos públicos.

 

Os aliados de Chávez conquistaram 17 dos 22 governos na eleição de novembro. Mas os líderes da oposição ganharam terreno, conquistando cinco postos governamentais e a prefeitura de Caracas. Após a eleição, Chávez assinou uma série de decretos que passam para o governo federal o controle sobre hospitais, estádios esportivos e outras instituições públicas em estados conquistados pela oposição.

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