Chávez oferece Caracas para negociações de paz

As conversas seriam entre delegados do Governo da Colômbia e a guerrilha do Exército de Libertação Nacional

EFE

01 de setembro de 2007 | 01h03

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ofereceu nesta sexta-feira o território seu país para as reuniões entre delegados do Governo da Colômbia e a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN), que começaram em 2005 em Cuba e que estão estagnadas. Chávez, numa visita de mais de 12 horas a Bogotá, propôs a realização de conversas na capital venezuelana, onde outro processo de paz já fracassou, em 1992. Ele disse em entrevista coletiva que recebeu de Havana "uma solicitação para um diálogo em Caracas". "Apresentamos a proposta ao presidente Uribe e imediatamente ele aceitou. É possível que vá a Caracas para se reunir com algum representante do ELN. Se eu puder participar da reunião, o que é provável, vamos tentar avançar no processo de paz", disse. Os delegados do Governo colombiano e do ELN terminaram no fim de semana passado uma nova fase de diálogos sem obter o acordo-base que buscam desde 2005. Na quinta-feira a guerrilha afirmou em comunicado divulgado pela internet que as conversas estão em "ponto morto". O ELN, fundado em 1964 e com 5 mil integrantes, é a segunda maior guerrilha do país em tamanho, depois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Farc podem entregar corpo de mercenário com ex-deputados mortosA guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) entregará o corpo de um suposto mercenário estrangeiro junto com os dos 11 ex-deputados seqüestradospelo grupo, mortos no dia 18 de junho. A "Rádio Caracol", que citou fontes oficiais, disse que o suposto estrangeiro pode ser entregue "nas próximas horas". Aparentemente, ele morreu numa fracassada operação de resgate dos ex-deputados seqüestrados em 2002 pelas Farc, possivelmente para ganhar uma recompensa. Os corpos dos 11 políticos serão entregues a delegados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV). De acordo com diversas fontes, os restos mortais serão entregues em Corinto, 600 quilômetros a sudoeste de Bogotá.

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