Chávez participa da fundação do Partido Socialista Unido da Venezuela

Cerca de 20 organizações sociais e partidos "chavistas" já desaparecidos se integraram ao PSUV

EFE,

13 de janeiro de 2008 | 01h44

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, inaugurou neste sábado, o congresso de fundação do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), cuja criação vem exigindo há um ano a seus aliados por considerá-lo fundamental para instaurar o socialismo em seu país. Cerca de 20 organizações sociais e partidos "chavistas" já desaparecidos se integraram ao PSUV, exceto uma minoria à qual Chávez pediu desculpas por tê-los desqualificado previamente por não terem se somado a sua proposta. Entre estes citou o histórico Partido Comunista Venezuelano (PCV), que integrará o que Chávez chamou de "um pólo de esquerda" ainda não definido. Quase seis milhões de venezuelanos se inscreveram no ano passado como "aspirantes a militantes" do PSUV, número questionado por opositores ao governante que, por exemplo, lembraram que a proposta de reformar a Constituição não obteve esse número de votos no referendo que em dezembro do ano passado a rejeitou. Chávez repetiu o anúncio que fez nesta sexta-feira sobre a possibilidade de convocar um referendo revogatório de seu mandato em 2009 ou 2010 e colocar então uma "pequena emenda" constitucional que decida mais uma vez sobre a reeleição indefinida. "Como tenho poder de convocar referendos, até poderia convocar, com caráter vinculativo, um referendo contra mim mesmo que pergunte ao povo se ele está de acordo em pôr fim ao período de Chávez, e com uma pequena emenda na Constituição para permitir a reeleição indefinida", disse ontem em discurso ao plenário do Legislativo. A Constituição venezuelana permite a realização de um referendo revogatório na metade do mandato de qualquer cargo escolhido pela população, o que no caso de Chávez acontecerá no final de 2009, já que ele foi reeleito em dezembro de 2006. "Eu não me considero imprescindível, mas acho que precisamos, e se o povo quiser, posso ficar alguns anos a mais no Governo", acrescentou. A reeleição presidencial sem limites esteve entre as reformas constitucionais que Chávez submeteu a plebiscito em dezembro, quando sofreu sua primeira derrota eleitoral em nove anos de Governo.

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