Chávez pede atenção diante de 'iminente guerra atômica' contra o Irã

Presidente venezuelano afirmou que 'ofensiva imperial na América Latina irá continuar'

Efe,

14 de julho de 2010 | 17h14

CARACAS- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, pediu nesta quarta-feira, 14, aos seus simpatizantes para que fiquem "alertas" diante um eventual ataque nuclear contra o Irã após a análise feita nesse sentido pelo líder cubano Fidel Castro.

 

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"É necessário que estejamos alertas", disse Chávez, após citar que Fidel falou da possibilidade de "uma iminente guerra atômica por causa da irresponsabilidade dos Estados Unidos".

 

O aviso do governante venezuelano foi feito durante um comício em Caracas para as eleições parlamentares de 26 de setembro.

 

"Não vamos ficar alertas apenas das eleições e deixar que um acontecimento de grandes proporções nos surpreenda", explicou Chávez.

 

Segundo o presidente venezuelano, os indícios de que há uma mobilização não estão apenas no Oriente Médio, mas também são visíveis na América Latina e outras partes do mundo.

 

"Tenho informação de amigos panamenhos, costarriquenhos e de outras partes da América Central de que a ofensiva imperial sobre a América Latina vai continuar", disse.

 

"Na Costa Rica anunciaram a assinatura de um convênio para receber milhares de marines (fuzileiros navais americanos) e 46 navios de guerra, porta-aviões, submarinos, armas sofisticadas, até 31 de dezembro, com a desculpa de sempre: o narcotráfico", acrescentou Chávez.

 

Com isso, houve "aumento dos voos de aviões de guerra desde Aruba e Curaçao, onde o império ianque tem bases militares", disse o presidente da Venezuela.

 

"Ontem enviamos uma nota de protesto à Holanda pela violação de nosso espaço aéreo, temos as provas, porque agora temos capacidade de detecção e de resposta para garantir nossa soberania", afirmou Chávez.

 

Por fim, Chávez convidou Fidel Castro a visitar a Venezuela e se mostrou feliz com a boa aparência do líder cubano.

 

"Queria te ver assim, Fidel, falando, orientando. O que falta é o uniforme", disse.

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