Chávez pede 'enterro do capitalismo' para combater crise

Presidente venezuelano se reúne com Correa e diz que países desenvolvidos são 'berço de nossos males'

Efe,

28 de outubro de 2008 | 17h41

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, culpou os países desenvolvidos do hemisfério norte, "berço de nossos males" pela crise financeira internacional e disse que "é preciso enterrar" o capitalismo, durante reunião com seu colega do Equador, Rafael Correa, na cidade equatoriana de Puyo. Chávez sugeriu nesta terça-feira, 28, a seus aliados latino-americanos atuar com "audácia" contra a crise, usando o termo "basta" e apostando em conseqüências ainda imprevisíveis. A crise "tem que nos obrigar à reflexão e à ação, à tomada de decisões para garantir o futuro de nossos países, o desenvolvimento humano e o desenvolvimento econômico" da região, disse Chávez, em Puyo. "Sabemos a situação que está passando no mundo, sabemos que se suscitou uma crise de graves proporções e de conseqüências ainda imprevisíveis", expressou o chefe do governo venezuelano. Chávez aproveitou para culpar pela crise os "uções não vão chegar de Washington nem da Europa". "Acho que chegou a hora, tomara assim seja, nos audácia", de "ativar nossos próprios mecanismos e não pararmos de braços cruzados, esperando que outros solucionem" os problemas, declarou. Por sua vez, Correa disse que a crise pode se transformar em uma oportunidade para, os países sul-americanos, dependerem "de nossa própria força". Corra também deplorou as soluções empreendidas para atalhar a crise, pois para Correa, "os lucros se privatizam e as perdas se socializam." Os chefes de Estado do Equador e Venezuela reúnem-se nesta terça em Puyo, na Amazônia equatoriana, para avaliar o andamento do ambicioso programa de projetos de desenvolvimento, cooperação e integração, que antecipam em conjunto.

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