Chávez pede que Deus perdoe arcebispo de Caracas por acusá-lo

Segundo cardeal, presidente quer instaurar uma ditadura marxista na Venezuela

Efe,

08 de julho de 2010 | 23h24

CARACAS- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pediu nesta quinta-feira, 8, que Deus perdoe o cardeal e arcebispo de Caracas, Jorge Urosa, por mentir ao acusá-lo de violar a Constituição e querer instaurar uma ditadura marxista no país.

 

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"Esse cardeal me acusa, de Roma, de pisotear a Constituição e de que estamos construindo uma ditadura marxista. Que Deus o perdoe porque o cardeal sabe que mente", disse Chávez.

 

O presidente fez estas declarações durante a entrega de sabres de honra a 582 novos tenentes e alferes recém-formados na Academia Militar e a retirada dos que acumularam os anos de serviço necessários para se aposentar.

 

A polêmica entre Urosa e Chávez aumentou recentemente, quando o cardeal acusou o governo de pretender impor uma ditadura marxista, violando e Constituição, e o presidente respondeu o chamando de "troglodita e indigno". Urosa enviou ontem uma nota de Roma na qual reiterou suas acusações.

 

Chávez também disse que o religioso deveria apresentar suas acusações perante um tribunal ou na Assembleia Nacional e fundamentá-los, porque do contrário "está desrespeitando o povo e a pátria com acusações infundadas e temerárias".

 

O presidente se perguntou "de que rincão obscuro de sua alma (Urosa) retira tanta capacidade para mentir" e acusou o cardeal de participar do golpe de Estado de 2002 que o retirou do poder por dois dias quando era bispo.

 

Chávez reiterou que Urosa é um "troglodita", porque "vive nas cavernas do passado e pertence à mais rançosa extrema-direita, que ante qualquer mudança a favor do povo usam a desculpa do marxismo e da ditadura para atropelá-lo".

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